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Quem tem mais chances de atrair eleitor de centro? PoderData aponta cenário

A pouco mais de dois meses das eleições presidenciais, marcada para 4 de outubro, uma pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (30), indica que a disputa pelo Palácio do Planalto pode ser decidida por um grupo específico de eleitores, aqueles que ainda não demonstram forte identificação com nenhum candidato e definem o voto principalmente pela rejeição aos adversários.

Segundo o levantamento, 62% dos brasileiros afirmam escolher seus candidatos pelas propostas apresentadas, enquanto 16% dizem votar por exclusão, ou seja, apoiam um nome principalmente por rejeitarem os demais concorrentes. Outros 22% apontam fatores diversos para justificar a escolha.

Em uma disputa polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), conquistar esse eleitorado pode ser determinante para o resultado das urnas.

O eleitor de centro no centro da disputa

Lula lidera entre os eleitores alinhados à esquerda, mas a possibilidade de ampliar significativamente seu apoio entre eleitores de centro-direita e direita é considerada reduzida, principalmente devido às diferenças ideológicas e à forte polarização política dos últimos anos.

Grande parte desse eleitorado está hoje distribuída entre candidaturas como as de Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Renan Santos (Novo), nomes que ocupam posições mais próximas ao campo conservador.

Para Lula, atrair esses votos representa um desafio, já que as divergências em temas econômicos, sociais e no papel do Estado dificultam uma aproximação mais ampla.

Já para Flávio Bolsonaro, conquistar esse eleitorado não é uma tarefa automática, mas o caminho tende a ser mais viável, já que os eleitores de centro-direita compartilham, em muitos casos, pautas semelhantes às defendidas pelo campo conservador, apesar das resistências que parte desse grupo ainda mantém em relação ao candidato do PL.

Nesse cenário, reduzir a rejeição e construir pontes com eleitores moderados pode ser tão importante quanto apresentar novas propostas.

Propostas ainda são o principal fator na escolha do voto

Apesar da polarização, a pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros afirma escolher seus candidatos com base nos programas de governo e nas propostas apresentadas durante a campanha.

Entre os eleitores de Lula, 72% afirmam que as propostas são o principal motivo para o voto. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 61%.

Os números são ainda maiores entre os eleitores de Renan Santos, que registram 73%, enquanto Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 59% e 60%, respectivamente.

Já Augusto Cury apresenta o menor índice entre os principais candidatos, 46% de seus eleitores afirmam votar por causa das propostas, enquanto 27% dizem escolher o candidato pela rejeição aos demais concorrentes.

Jovens são os que mais votam por rejeição

Os dados também apontam diferenças entre as faixas etárias. Entre os brasileiros de 16 a 24 anos, 24% afirmam definir o voto principalmente pela rejeição aos demais candidatos, percentual acima da média nacional.

A pesquisa mostra ainda que os homens tendem a valorizar mais as propostas dos candidatos, 65% afirmam escolher seus representantes com base nesse critério, contra 59% entre as mulheres.


Leia mais

Datafolha: Lula lidera entre eleitores de centro e supera Flávio Bolsonaro no 1º turno

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A reta final da campanha pode ser decisiva

Com a disputa presidencial cada vez mais acirrada, o grupo de eleitores que ainda não demonstra forte identificação partidária deve se tornar o principal alvo das campanhas.

Enquanto Lula busca consolidar sua base e reduzir resistências em setores moderados, Flávio Bolsonaro tenta ampliar sua presença entre os eleitores de centro e centro-direita que ainda demonstram hesitação.

Em uma eleição marcada pela polarização, conquistar alguns pontos percentuais entre os eleitores moderados pode ser suficiente para definir quem chegará ao Palácio do Planalto em 2027.

Dados técnicos da pesquisa

  • Instituto: PoderData, em parceria com o Aya Bancah
  • Período da coleta: de 26 a 29 de julho de 2026
  • Número de entrevistas: 2.400
  • Municípios pesquisados: 677, nas 27 unidades da Federação
  • Método: entrevistas por telefone fixo e celular
  • Margem de erro: 2 pontos percentuais
  • Nível de confiança: 95%
  • Registro no TSE: BR-07845/2026
  • Pergunta aplicada: “Sobre sua opção de voto no 1º turno, qual é o motivo principal que o leva a escolher seu candidato?”
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A pouco mais de dois meses das eleições presidenciais, marcada para 4 de outubro, uma pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (30), indica que a disputa pelo Palácio do Planalto pode ser decidida por um grupo específico de eleitores, aqueles que ainda não demonstram forte identificação com nenhum candidato e definem o voto principalmente pela rejeição aos adversários.

Segundo o levantamento, 62% dos brasileiros afirmam escolher seus candidatos pelas propostas apresentadas, enquanto 16% dizem votar por exclusão, ou seja, apoiam um nome principalmente por rejeitarem os demais concorrentes. Outros 22% apontam fatores diversos para justificar a escolha.

Em uma disputa polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), conquistar esse eleitorado pode ser determinante para o resultado das urnas.

O eleitor de centro no centro da disputa

Lula lidera entre os eleitores alinhados à esquerda, mas a possibilidade de ampliar significativamente seu apoio entre eleitores de centro-direita e direita é considerada reduzida, principalmente devido às diferenças ideológicas e à forte polarização política dos últimos anos.

Grande parte desse eleitorado está hoje distribuída entre candidaturas como as de Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Renan Santos (Novo), nomes que ocupam posições mais próximas ao campo conservador.

Para Lula, atrair esses votos representa um desafio, já que as divergências em temas econômicos, sociais e no papel do Estado dificultam uma aproximação mais ampla.

Já para Flávio Bolsonaro, conquistar esse eleitorado não é uma tarefa automática, mas o caminho tende a ser mais viável, já que os eleitores de centro-direita compartilham, em muitos casos, pautas semelhantes às defendidas pelo campo conservador, apesar das resistências que parte desse grupo ainda mantém em relação ao candidato do PL.

Nesse cenário, reduzir a rejeição e construir pontes com eleitores moderados pode ser tão importante quanto apresentar novas propostas.

Propostas ainda são o principal fator na escolha do voto

Apesar da polarização, a pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros afirma escolher seus candidatos com base nos programas de governo e nas propostas apresentadas durante a campanha.

Entre os eleitores de Lula, 72% afirmam que as propostas são o principal motivo para o voto. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 61%.

Os números são ainda maiores entre os eleitores de Renan Santos, que registram 73%, enquanto Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 59% e 60%, respectivamente.

Já Augusto Cury apresenta o menor índice entre os principais candidatos, 46% de seus eleitores afirmam votar por causa das propostas, enquanto 27% dizem escolher o candidato pela rejeição aos demais concorrentes.

Jovens são os que mais votam por rejeição

Os dados também apontam diferenças entre as faixas etárias. Entre os brasileiros de 16 a 24 anos, 24% afirmam definir o voto principalmente pela rejeição aos demais candidatos, percentual acima da média nacional.

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  • Período da coleta: de 26 a 29 de julho de 2026
  • Número de entrevistas: 2.400
  • Municípios pesquisados: 677, nas 27 unidades da Federação
  • Método: entrevistas por telefone fixo e celular
  • Margem de erro: 2 pontos percentuais
  • Nível de confiança: 95%
  • Registro no TSE: BR-07845/2026
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