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Na CMM, audiência sobre Reforma da Previdência fica tensa e quase é suspensa

A segunda audiência pública sobre a reforma da previdência municipal, realizada nesta terça-feira (16/9) na Câmara Municipal de Manaus (CMM), foi marcada por protestos de servidores e “pequenos atritos” entre vereadores. O clima ficou tenso durante a sessão plenária, com manifestações de descontentamento que chegaram a interromper os trabalhos.

Logo no início, os servidores se mostraram agitados e contrários às mudanças propostas na previdência municipal.

Na CMM, audiência sobre reforma da Previdência fica tensa e é quase suspensa
(Foto: Rede Onda Digital)

O vereador Eduardo Alfaia (Avante) reagiu às manifestações exaltadas e pediu respeito à servidora da ManausPrev que apresentava as informações.

“É totalmente insustentável, é desrespeitoso, deselegante e uma total falta de educação o que estão cometendo hoje com a professora, com a doutora Daniela. Eu gostaria de sugerir à vossa excelência [vereador Marcelo Serafim, presidente da sessão] que suspendêssemos a audiência”, declarou Alfaia.

Ele reforçou que não era contra os protestos, mas condenou a forma como estavam sendo feitos:

“Nós aprovamos uma segunda audiência pública, que é essa que está acontecendo aqui hoje. Agora, eu não posso compactuar com isso. Eu não posso tolerar esse tipo de desrespeito com uma servidora pública que, tanto quanto eles, merece respeito e um tratamento urbano. Há um limite entre protestar e desrespeitar. Não posso aceitar esse tipo de comportamento”, completou.

O presidente da sessão, vereador Marcelo Serafim (PSB), apoiou a fala de Alfaia e também pediu calma aos presentes.

“A única coisa que os vereadores que aqui estão não querem é suspender esta audiência pública por conta do comportamento de uma minoria que não representa a grande massa de servidores. Eu peço que haja respeito, porque, se não houver, vamos ter que suspender a sessão”, afirmou Marcelo Serafim.

Veja:


Saiba mais:


O vereador Zé Ricardo (PT), que tem dado apoio aos servidores contrários à Reforma da Previdência Municipal, também se manifestou. Após pedido de Marcelo para que ele e o vereador Rodrigo Guedes (PP) conversassem com os sindicalistas, Zé Ricardo disse ser contrário à suspensão da audiência.


“Da mesma forma como o líder está querendo suspender, eu insisto em continuar. Sei que as pessoas estão aqui porque se sentem ameaçadas em relação a seus direitos. Todo servidor tem o direito de estar aqui. Vamos ouvir a apresentação, que é importante, mas não podemos, diante de qualquer manifestação, parar tudo. Temos que respeitar também os servidores, porque a vida e a família deles estão em jogo”, destacou.

Confira:

Já o vereador Rodrigo Guedes (PP) defendeu a continuidade da audiência e chegou a discordar do presidente Marcelo Serafim.

“Quero pedir para não suspender, de hipótese alguma, essa audiência pública. Os servidores vieram de diversas localidades, deixaram seus serviços e o tema é muito sério”, afirmou.

Guedes ainda criticou Marcelo por sugerir que parte dos servidores sequer teria lido o projeto de lei.

“O ponto aqui não é se o servidor leu ou não o projeto de lei. Ninguém é obrigado a ler o projeto”, rebateu.

A fala de Rodrigo acabou gerando um bate-boca. Veja:

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A segunda audiência pública sobre a reforma da previdência municipal, realizada nesta terça-feira (16/9) na Câmara Municipal de Manaus (CMM), foi marcada por protestos de servidores e “pequenos atritos” entre vereadores. O clima ficou tenso durante a sessão plenária, com manifestações de descontentamento que chegaram a interromper os trabalhos.

Logo no início, os servidores se mostraram agitados e contrários às mudanças propostas na previdência municipal.

Na CMM, audiência sobre reforma da Previdência fica tensa e é quase suspensa
(Foto: Rede Onda Digital)

O vereador Eduardo Alfaia (Avante) reagiu às manifestações exaltadas e pediu respeito à servidora da ManausPrev que apresentava as informações.

“É totalmente insustentável, é desrespeitoso, deselegante e uma total falta de educação o que estão cometendo hoje com a professora, com a doutora Daniela. Eu gostaria de sugerir à vossa excelência [vereador Marcelo Serafim, presidente da sessão] que suspendêssemos a audiência”, declarou Alfaia.

Ele reforçou que não era contra os protestos, mas condenou a forma como estavam sendo feitos:

“Nós aprovamos uma segunda audiência pública, que é essa que está acontecendo aqui hoje. Agora, eu não posso compactuar com isso. Eu não posso tolerar esse tipo de desrespeito com uma servidora pública que, tanto quanto eles, merece respeito e um tratamento urbano. Há um limite entre protestar e desrespeitar. Não posso aceitar esse tipo de comportamento”, completou.

O presidente da sessão, vereador Marcelo Serafim (PSB), apoiou a fala de Alfaia e também pediu calma aos presentes.

“A única coisa que os vereadores que aqui estão não querem é suspender esta audiência pública por conta do comportamento de uma minoria que não representa a grande massa de servidores. Eu peço que haja respeito, porque, se não houver, vamos ter que suspender a sessão”, afirmou Marcelo Serafim.

Veja:


Saiba mais:


O vereador Zé Ricardo (PT), que tem dado apoio aos servidores contrários à Reforma da Previdência Municipal, também se manifestou. Após pedido de Marcelo para que ele e o vereador Rodrigo Guedes (PP) conversassem com os sindicalistas, Zé Ricardo disse ser contrário à suspensão da audiência.


“Da mesma forma como o líder está querendo suspender, eu insisto em continuar. Sei que as pessoas estão aqui porque se sentem ameaçadas em relação a seus direitos. Todo servidor tem o direito de estar aqui. Vamos ouvir a apresentação, que é importante, mas não podemos, diante de qualquer manifestação, parar tudo. Temos que respeitar também os servidores, porque a vida e a família deles estão em jogo”, destacou.

Confira:

Já o vereador Rodrigo Guedes (PP) defendeu a continuidade da audiência e chegou a discordar do presidente Marcelo Serafim.

“Quero pedir para não suspender, de hipótese alguma, essa audiência pública. Os servidores vieram de diversas localidades, deixaram seus serviços e o tema é muito sério”, afirmou.

Guedes ainda criticou Marcelo por sugerir que parte dos servidores sequer teria lido o projeto de lei.

“O ponto aqui não é se o servidor leu ou não o projeto de lei. Ninguém é obrigado a ler o projeto”, rebateu.

A fala de Rodrigo acabou gerando um bate-boca. Veja:

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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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