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Senado aprova criação do novo DPVAT; Braga e Aziz votam a favor e Plínio contra

O projeto de lei complementar (PLP) 233/2023, que cria um novo seguro obrigatório para donos de veículos para pagar indenizações por acidentes de trânsito, foi aprovado nesta quarta-feira (08/05) pelo plenário do Senado. A proposta segue para sanção presidencial.

A proposta foi aprovada por 41 votos favoráveis e 28 contrários. Era necessário o apoio mínimo de 41 senadores. O quórum no momento da votação era de 72 parlamentares. Da bancada federal do Amazonas, apenas Plínio Valério (PSDB-AM) foi contrário ao novo DPVAT. Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM) votaram favoráveis à retomada do seguro.

O Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT) substitui o antigo DPVAT (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres), que foi extinto em 2021. O seguro é usado para indenizar vítimas de acidentes de trânsito, além de financiar o Sistema Único de Saúde (SUS) e ações de educação e prevenção de acidentes por meio da Secretaria Nacional de Trânsito.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do Governo no Senado, esclareceu que o DPVAT não é um imposto, é um seguro solidário. Segundo ele, o valor do novo seguro ficará entre R$ 50 e R$ 60 por ano, sem diferença entre motos e veículos, para pessoas que sofrem acidentes.


Leia mais:

CCJ do Senado adia votação do projeto de lei que recria DPVAT para 7 de maio

Câmara aprova volta de seguro obrigatório de veículos; PL do novo Dpvat segue para o Senado


Parlamentares da oposição se manifestaram contra a proposta do governo. Eduardo Girão (Novo-CE) disse que o cidadão brasileiro já paga imposto demais. “Ninguém aguenta mais taxas e impostos de algo que ninguém sentiu falta”.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que o governo quer aumentar a arrecadação aumentando impostos, sem se importar com a capacidade do cidadão de pagar.

A cobertura do seguro compreende indenização por morte e por invalidez, reembolso de despesas com assistências médicas medicamentos, equipamentos ortopédicos, órteses, próteses e outras medidas terapêuticas que não estejam disponíveis pelo SUS. Também inclui o pagamento de serviços funerários e reabilitação profissional para vítimas de acidentes que resultem em invalidez parcial.

Veja como cada senador votou:

Arcabouço Fiscal

Além de criar o SPVAT, o PLP 233/2023 altera o novo arcabouço fiscal, antecipando em dois meses a permissão para a abertura de crédito suplementar em caso de superávit fiscal. A mudança permite uma elevação nas despesas da União de cerca de R$ 15,7 bilhões.

O senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), líder do governo no Congresso, explicou que a antecipação é necessária para que o governo federal faça investimentos em saúde, em universidades federais e mantenha benefícios como auxílio gás e farmácia popular. Durante a votação do arcabouço, os senadores do Amazonas, Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM), foram favoráveis ao crédito extra no orçamento. Plínio Valério (PSDB-AM) novamente votou contrário.

A liberação dos R$ 15,7 bilhões ao governo federal foi aprovada com 43 votos a favor e 25 contra. O Partido Liberal ainda propôs a retirada do artigo que foi incluído no projeto original, mas não adiantou.

“Estamos propondo que esse contrabando seja retirado do projeto, porque o instrumento adequado não é esse. Isso só vai permitir maior desarranjo das contas públicas. Se o governo quer aumentar os gastos, diminua as despesas e melhore a qualidade dos gastos públicos”, disse o senador Rogério Marinho (PL-RN).

*Com informações da Agência Brasil e CNN Brasil

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O projeto de lei complementar (PLP) 233/2023, que cria um novo seguro obrigatório para donos de veículos para pagar indenizações por acidentes de trânsito, foi aprovado nesta quarta-feira (08/05) pelo plenário do Senado. A proposta segue para sanção presidencial.

A proposta foi aprovada por 41 votos favoráveis e 28 contrários. Era necessário o apoio mínimo de 41 senadores. O quórum no momento da votação era de 72 parlamentares. Da bancada federal do Amazonas, apenas Plínio Valério (PSDB-AM) foi contrário ao novo DPVAT. Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM) votaram favoráveis à retomada do seguro.

O Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT) substitui o antigo DPVAT (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres), que foi extinto em 2021. O seguro é usado para indenizar vítimas de acidentes de trânsito, além de financiar o Sistema Único de Saúde (SUS) e ações de educação e prevenção de acidentes por meio da Secretaria Nacional de Trânsito.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do Governo no Senado, esclareceu que o DPVAT não é um imposto, é um seguro solidário. Segundo ele, o valor do novo seguro ficará entre R$ 50 e R$ 60 por ano, sem diferença entre motos e veículos, para pessoas que sofrem acidentes.


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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que o governo quer aumentar a arrecadação aumentando impostos, sem se importar com a capacidade do cidadão de pagar.

A cobertura do seguro compreende indenização por morte e por invalidez, reembolso de despesas com assistências médicas medicamentos, equipamentos ortopédicos, órteses, próteses e outras medidas terapêuticas que não estejam disponíveis pelo SUS. Também inclui o pagamento de serviços funerários e reabilitação profissional para vítimas de acidentes que resultem em invalidez parcial.

Veja como cada senador votou:

Arcabouço Fiscal

Além de criar o SPVAT, o PLP 233/2023 altera o novo arcabouço fiscal, antecipando em dois meses a permissão para a abertura de crédito suplementar em caso de superávit fiscal. A mudança permite uma elevação nas despesas da União de cerca de R$ 15,7 bilhões.

O senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), líder do governo no Congresso, explicou que a antecipação é necessária para que o governo federal faça investimentos em saúde, em universidades federais e mantenha benefícios como auxílio gás e farmácia popular. Durante a votação do arcabouço, os senadores do Amazonas, Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM), foram favoráveis ao crédito extra no orçamento. Plínio Valério (PSDB-AM) novamente votou contrário.

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“Estamos propondo que esse contrabando seja retirado do projeto, porque o instrumento adequado não é esse. Isso só vai permitir maior desarranjo das contas públicas. Se o governo quer aumentar os gastos, diminua as despesas e melhore a qualidade dos gastos públicos”, disse o senador Rogério Marinho (PL-RN).

*Com informações da Agência Brasil e CNN Brasil

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