Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

STF retoma julgamento sobre lei do marco temporal

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar nesta segunda-feira (15/12) a análise das ações que contestam a lei que estabeleceu o marco temporal como critério para a demarcação de terras indígenas. O julgamento ocorrerá no plenário virtual da Corte.

Relator dos processos, o ministro Gilmar Mendes deve apresentar seu voto na sessão, que ficará aberta para deliberação dos demais ministros até o fim do dia 18 de dezembro.

Na semana passada, STF e Senado adotaram posições distintas sobre o tema. Enquanto o tribunal iniciou a avaliação da validade da lei que instituiu o marco temporal, os senadores aprovaram uma proposta para incluir o mecanismo diretamente na Constituição.


Leia mais:

Senado corre para aprovar Marco Temporal antes do Supremo Tribunal Federal

Bolsonaro terá de passar por uma nova cirurgia, confirma ultrassom realizado neste domingo (14)


A tese do marco temporal considera a data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, como referência para definir se os povos indígenas teriam direito à demarcação de determinada área.

Os povos indígenas se posicionam contra o critério. Argumentam que a data não é adequada para definir a posse das terras, uma vez que alguns grupos são nômades ou mantêm vínculo histórico com territórios que não ocupavam naquele momento. Também apontam que muitos foram expulsos de suas áreas tradicionais durante o período da ditadura.

Já produtores rurais defendem o marco temporal, alegando que o critério é objetivo e garante segurança jurídica na resolução de conflitos fundiários.

Em 2023, o STF decidiu que o marco temporal não pode ser aplicado às demarcações e estabeleceu parâmetros a serem seguidos por instâncias inferiores em casos semelhantes. Mesmo assim, o Congresso Nacional aprovou posteriormente um projeto de lei que instituiu o critério.

O texto chegou a sofrer vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas as derrubadas ocorreram em dezembro do mesmo ano, restabelecendo os dispositivos questionados.

A movimentação do Senado ocorreu um dia antes de o Supremo iniciar o julgamento das quatro ações que contestam a lei do marco temporal aprovada em 2023. O avanço da proposta também aconteceu em meio a divergências entre os Poderes, motivadas por uma decisão do ministro Gilmar Mendes sobre a tramitação de processos por crime de responsabilidade contra ministros do STF.

Agora, o tema volta à pauta da Corte a partir desta segunda-feira (15), no plenário virtual, formato em que os ministros registram seus votos diretamente no sistema eletrônico do tribunal.

*Com informações do G1

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar nesta segunda-feira (15/12) a análise das ações que contestam a lei que estabeleceu o marco temporal como critério para a demarcação de terras indígenas. O julgamento ocorrerá no plenário virtual da Corte.

Relator dos processos, o ministro Gilmar Mendes deve apresentar seu voto na sessão, que ficará aberta para deliberação dos demais ministros até o fim do dia 18 de dezembro.

Na semana passada, STF e Senado adotaram posições distintas sobre o tema. Enquanto o tribunal iniciou a avaliação da validade da lei que instituiu o marco temporal, os senadores aprovaram uma proposta para incluir o mecanismo diretamente na Constituição.


Leia mais:

Senado corre para aprovar Marco Temporal antes do Supremo Tribunal Federal

Bolsonaro terá de passar por uma nova cirurgia, confirma ultrassom realizado neste domingo (14)


A tese do marco temporal considera a data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, como referência para definir se os povos indígenas teriam direito à demarcação de determinada área.

Os povos indígenas se posicionam contra o critério. Argumentam que a data não é adequada para definir a posse das terras, uma vez que alguns grupos são nômades ou mantêm vínculo histórico com territórios que não ocupavam naquele momento. Também apontam que muitos foram expulsos de suas áreas tradicionais durante o período da ditadura.

Já produtores rurais defendem o marco temporal, alegando que o critério é objetivo e garante segurança jurídica na resolução de conflitos fundiários.

Em 2023, o STF decidiu que o marco temporal não pode ser aplicado às demarcações e estabeleceu parâmetros a serem seguidos por instâncias inferiores em casos semelhantes. Mesmo assim, o Congresso Nacional aprovou posteriormente um projeto de lei que instituiu o critério.

O texto chegou a sofrer vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas as derrubadas ocorreram em dezembro do mesmo ano, restabelecendo os dispositivos questionados.

A movimentação do Senado ocorreu um dia antes de o Supremo iniciar o julgamento das quatro ações que contestam a lei do marco temporal aprovada em 2023. O avanço da proposta também aconteceu em meio a divergências entre os Poderes, motivadas por uma decisão do ministro Gilmar Mendes sobre a tramitação de processos por crime de responsabilidade contra ministros do STF.

Agora, o tema volta à pauta da Corte a partir desta segunda-feira (15), no plenário virtual, formato em que os ministros registram seus votos diretamente no sistema eletrônico do tribunal.

*Com informações do G1

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Marcel Alexandre defende hospitais de referência no interior e diz que fé orienta decisões políticas

O ex-vereador de Manaus e candidato a deputado estadual Marcel Alexandre (União Brasil) afirmou, em entrevista à Rede Onda Digital nesta quarta-feira (23), que...

PF adia novamente depoimento de Vorcaro sobre ‘A Turma’

A Polícia Federal (PF) adiou novamente o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que estava marcado para o dia 30 de...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Câmara de Manaus aprova ampliação do cadastro reserva dos concursos públicos

O Projeto de Lei nº 533/2026, de autoria do vereador Gilmar Nascimento (Avante), foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus e propõe mudanças na...

Bandeiras dos 62 municípios podem ganhar status de patrimônio cultural no Amazonas

As bandeiras dos 62 municípios do Amazonas podem passar a ser reconhecidas oficialmente como parte do Patrimônio Cultural e Histórico de Natureza Imaterial do...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

TSE pode mudar regra e evitar cassação de mulher eleita por fraude de outros candidatos

A discussão envolve recursos relacionados às eleições de 2022 no Amapá, em uma chapa do Podemos para deputado federal. Segundo o TSE, três candidatas...

AtlasIntel: Cármen Lúcia é única do STF bem avaliada

Uma pesquisa da AtlasIntel, realizada em parceria com o Estadão, aponta que a ministra Cármen Lúcia é a única integrante do Supremo Tribunal Federal...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Marcel Alexandre defende hospitais de referência no interior e diz que fé orienta decisões políticas

O ex-vereador de Manaus e candidato a deputado estadual Marcel Alexandre (União Brasil) afirmou, em entrevista à Rede Onda Digital nesta quarta-feira (23), que...

PF adia novamente depoimento de Vorcaro sobre ‘A Turma’

A Polícia Federal (PF) adiou novamente o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que estava marcado para o dia 30 de...

Câmara de Manaus aprova ampliação do cadastro reserva dos concursos públicos

O Projeto de Lei nº 533/2026, de autoria do vereador Gilmar Nascimento (Avante), foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus e propõe mudanças na...

Bandeiras dos 62 municípios podem ganhar status de patrimônio cultural no Amazonas

As bandeiras dos 62 municípios do Amazonas podem passar a ser reconhecidas oficialmente como parte do Patrimônio Cultural e Histórico de Natureza Imaterial do...

TSE pode mudar regra e evitar cassação de mulher eleita por fraude de outros candidatos

A discussão envolve recursos relacionados às eleições de 2022 no Amapá, em uma chapa do Podemos para deputado federal. Segundo o TSE, três candidatas...

AtlasIntel: Cármen Lúcia é única do STF bem avaliada

Uma pesquisa da AtlasIntel, realizada em parceria com o Estadão, aponta que a ministra Cármen Lúcia é a única integrante do Supremo Tribunal Federal...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]