A defesa de Carla Zambelli protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de salvo-conduto para que a ex-deputada possa retornar ao Brasil, vota e regressar à Itália sem ser presa. O pedido de habeas corpus preventivo foi apresentado na segunda-feira (21/9), para que ela não seja presa em território brasileiro.
O pedido cita que a ex-deputada quer votar na mãe, Rita Zambelli Salgado, candidata a deputada federal por São Paulo.
O que diz a defesa
O advogado de Zambelli, Eduardo Maurício, afirmou à imprensa que o pedido de liminar busca que o STF conceda salvo-conduto exclusivamente para permitir a entrada da ex-deputada no país, garantir seu regresso à Itália e o exercício do voto, impedindo sua prisão durante o período necessário para essas finalidades.
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Condenações e prisão na Itália
Zambelli foi condenada duas vezes pelo STF, a dez anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e a cinco anos e três meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, depois de perseguir, armada, um homem na véspera da eleição presidencial de 2022.
Ela deixou o Brasil em junho de 2025, antes do cumprimento das penas, e foi posteriormente presa na Itália. Em maio deste ano, a Corte de Cassação da Itália barrou o pedido de extradição do governo brasileiro e determinou a soltura da ex-deputada.
Assim, o pedido de salvo-conduto ao STF passa a ser o próximo capítulo do caso, já que o retorno de Zambelli ao Brasil depende agora da decisão da Corte, enquanto seu processo de extradição continua em análise na Justiça italiana.
