Representantes da União Estadual dos Estudantes (UEE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) no Amazonas ocuparam a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e concederam coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (5/11), para cobrar a volta do Passe Livre Estudantil. Os estudantes passaram a noite no local e relatam prejuízos causados pela suspensão do benefício.
Segundo os representantes, a suspensão atinge alunos da rede pública e do Instituto Federal, que deixam de ir às aulas por não terem como se locomover. A presidente da UEE, Thaly Duarte, afirmou que a medida afeta a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para este fim de semana.
“Essa suspensão é basicamente tirar do estudante pobre o direito de acessar a educação, de fazer o Enem e conseguir uma oportunidade de ter a educação como plataforma de ascensão social”, declarou.
A diretora da entidade, Vitória Gomes, disse que a luta é por um direito histórico e relatou que os alunos estão sendo humilhados no transporte público, com cartões bloqueados e sendo alvos de chacota.
Cobrança de responsabilidades
Durante a coletiva, os estudantes cobraram uma solução do poder público e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetran). A diretora da UEE apontou que o sindicato também é responsável pela forma truculenta com que os alunos estão sendo tratados.
“O governador precisa sim pagar o que deve para o Sinetran, ao mesmo tempo que o Sinetran precisa cumprir com o seu papel, que é defender o acesso dos estudantes a um transporte público de qualidade”, afirmou Thaly Duarte.
Os alunos citaram ainda que o benefício não foi restabelecido, mesmo com uma decisão judicial (liminar) que estipula prazo para resolver a situação. “Essa liminar não representa segurança para os estudantes, a gente quer que esse problema seja solucionado”, cobrou a presidente.
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Ampliação para o ensino superior
Além da volta do passe aos estudantes secundaristas, a UEE informou que a pauta da ocupação inclui a ampliação do benefício a alunos de universidades públicas, que atualmente contam apenas com a meia passagem.
“Assistência estudantil não é só uma bolsa ou um restaurante universitário, mas é também a forma que esse estudante consegue chegar na universidade. Tem estudante que precisa pegar dois, três ônibus”, justificou Thaly Duarte.
Os estudantes relataram que o deputado estadual Sinésio Campos (PT) foi o único parlamentar que se comprometeu a abrir espaço para que eles falem no plenário da Casa.
