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Trump corta verbas e instalações sanitárias para venezuelanos em Roraima são fechados

Na segunda-feira (27/01), dois espaços administrados pela Rede Cáritas em Roraima, destinados ao atendimento de migrantes e refugiados venezuelanos em situação de rua, foram fechados.

O fechamento ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender temporariamente os fundos americanos destinados à ajuda humanitária.

A decisão de suspensão do financiamento por 90 dias, anunciada pelo presidente Donald Trump, tem como objetivo revisar os programas de ajuda humanitária em andamento para alinhá-los às prioridades da política externa americana.

Os serviços gratuitos oferecidos pela Rede Cáritas eram financiados pelo Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM), ligado ao governo dos EUA. Na entrada das instalações, foi colocado um cartaz informando que o fechamento é “por tempo indeterminado a pedido do financiador”.

Trump corta verbas e instalações sanitárias para venezuelanos em Roraima são fechados
Comunicado informa fechamento temporário de instalações sanitárias da Cáritas em Roraima (Foto: Yara Ramalho/G1 RR)

Os espaços, mantidos com recursos do Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM), ofereciam serviços essenciais de forma gratuita. Entre os atendimentos prestados estavam banheiros, duchas, fraldários, lavanderia e bebedouros com água potável. Migrantes utilizavam essas instalações várias vezes ao dia, encontrando ali um suporte vital para suas condições precárias.

Desde 2019, os espaços da Rede Cáritas vinham atendendo milhares de migrantes venezuelanos em situação de rua, fornecendo condições básicas de higiene e dignidade. O Brasil é o terceiro país da América Latina que mais recebeu migrantes e refugiados venezuelanos, atrás apenas de Colômbia e Peru, de acordo com a Plataforma Regional de Coordenação Interagencial.

As instalações fechadas faziam parte do projeto “Orinoco: Águas que Atravessam Fronteiras”, realizado em parceria com a Cáritas Diocesana de Roraima. Esses espaços eram cruciais para atender migrantes que acessavam os serviços diversas vezes ao dia.

Trump corta verbas e instalações sanitárias para venezuelanos em Roraima são fechados
Migrantes sentados na frente de instalações da Cáritas fechadas em Boa Vista (RR) (Foto: Yara Ramalho/G1 RR)

Saiba mais:


Em nota, a Cáritas Brasileira reafirmou o compromisso com o diálogo junto ao governo americano e parceiros, buscando soluções para mitigar os impactos da suspensão do financiamento. A organização atua em diversas áreas, incluindo Migração e Refúgio, por meio de projetos como o “Orinoco” e o “Sumaúma: Nutrindo Vidas”.

Apesar do fechamento das instalações sanitárias, o fornecimento de refeições diárias para a população em situação de rua continua funcionando normalmente. Esse serviço, também financiado pelo governo americano através da USAID, atingiu em 2022 a marca de 1 milhão de refeições servidas para mais de 38 mil pessoas.

Trump suspende repasses em Manaus

Uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que auxilia migrantes em Manaus, teve o repasse de fundos do Governo Americano suspenso pelos próximos 3 meses.

Segundo a entidade, na última segunda-feira (20/1), Trump pediu a paralisação da liberação de fundos de assistência humanitária do Bureau de População de Refugiados e Migração (PRM) e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

A partir de segunda-feira (27/1), os profissionais que atuavam no escritório localizado no Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) da Compensa, na Zona Oeste de Manaus, foram desligados das atividades.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), milhares de imigrantes ficarão sem acesso à regularização migratória para a residência temporária no Brasil, após essa paralisação. Eles ficarão sem os serviços de saúde e alimentação.

Decisão pode ser reflexo de repreensão ao uso de algemas em translado de deportados brasileiros

Na noite desta sexta-feira (24/1), pousou em Manaus o primeiro voo com deportados dos Estados Unidos ao Brasil. A aeronave, com 158 pessoas a bordo, tinha como destino Belo Horizonte, mas o itinerário foi alterado devido a problemas técnicos.

No desembarque, houve reclamações de calor dentro do avião. Uma mulher passou mal e, como não havia escadas disponíveis, a tripulação utilizou a rampa inflável para o desembarque. Os deportados estavam algemados, o que gerou revolta o governo brasileiro, que, em nota oficial, expressou preocupação com a violação dos termos acordados, que visavam garantir um processo de repatriação digno e sem constrangimentos.

Brasil questiona EUA sobre tratamento degradante de repatriados em voo de imigração
Imagem: Divulgação da Internet

O acordo firmado em 2018 tinha como objetivo reduzir o tempo de permanência dos cidadãos brasileiros em centros de detenção nos EUA, após condenações por imigração irregular e sem possibilidade de recurso.

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Na segunda-feira (27/01), dois espaços administrados pela Rede Cáritas em Roraima, destinados ao atendimento de migrantes e refugiados venezuelanos em situação de rua, foram fechados.

O fechamento ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender temporariamente os fundos americanos destinados à ajuda humanitária.

A decisão de suspensão do financiamento por 90 dias, anunciada pelo presidente Donald Trump, tem como objetivo revisar os programas de ajuda humanitária em andamento para alinhá-los às prioridades da política externa americana.

Os serviços gratuitos oferecidos pela Rede Cáritas eram financiados pelo Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM), ligado ao governo dos EUA. Na entrada das instalações, foi colocado um cartaz informando que o fechamento é “por tempo indeterminado a pedido do financiador”.

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Comunicado informa fechamento temporário de instalações sanitárias da Cáritas em Roraima (Foto: Yara Ramalho/G1 RR)

Os espaços, mantidos com recursos do Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM), ofereciam serviços essenciais de forma gratuita. Entre os atendimentos prestados estavam banheiros, duchas, fraldários, lavanderia e bebedouros com água potável. Migrantes utilizavam essas instalações várias vezes ao dia, encontrando ali um suporte vital para suas condições precárias.

Desde 2019, os espaços da Rede Cáritas vinham atendendo milhares de migrantes venezuelanos em situação de rua, fornecendo condições básicas de higiene e dignidade. O Brasil é o terceiro país da América Latina que mais recebeu migrantes e refugiados venezuelanos, atrás apenas de Colômbia e Peru, de acordo com a Plataforma Regional de Coordenação Interagencial.

As instalações fechadas faziam parte do projeto “Orinoco: Águas que Atravessam Fronteiras”, realizado em parceria com a Cáritas Diocesana de Roraima. Esses espaços eram cruciais para atender migrantes que acessavam os serviços diversas vezes ao dia.

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Migrantes sentados na frente de instalações da Cáritas fechadas em Boa Vista (RR) (Foto: Yara Ramalho/G1 RR)

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Ingrid Formoso
Ingrid Formoso
Jornalista , há mais de 10 anos, já passou pela assessoria de vários orgãos públicos do Estado, foi produtora de tv e rádio e agora é editora chefe do Portal que mais cresce no Amazonas.

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