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Plínio Valério: “Quem manda no Brasil é o sr. Alexandre de Moraes”

Valério foi um de 8 senadores que votou contra intervenção federal em Brasília após terrorismo; ele rejeitou rótulo de bolsonarista.

O senador Plínio Valério (PSDB) esteve hoje, 13, no estúdio da Onda Digital e foi entrevistado no programa Fiscaliza Geral. Valério votou contra a intervenção federal em Brasília promovida pelo Governo Federal devido aos ataques terroristas ocorridos no último domingo, e debateu no programa sobre o clima na capital do Brasil e as repercussões dos ataques.

O senador começou dizendo:

“Vivemos um momento perigoso. Quem comete aquele tipo de crime tem que ser punido. Minha discordância, e até fui criticado por isso, é quanto à forma como o Estado e o STF reagiu contra essas pessoas. Lugar de criminoso é na cadeia, mas colocar mulheres, crianças e idosos num ginásio como se fossem terroristas e culpados, foi com isso que discordei. E é um momento delicado, porque a grande mídia só mostra um lado, e essa fissura por encontrar culpados não pode penalizar inocentes.

Fiz requerimento ao Ministério da Justiça, e o ministro é um rancoroso, o [Flávio] Dino veio com revanche pra massacrar todo mundo. Aquele absurdo da intervenção em Brasília é uma loucura, nenhum governador deste país está seguro”.


Leia mais:

Justiça do DF inicia mutirão de audiências de presos em Brasília

Senado aprova intervenção federal no DF; Plínio Valério se opõe


Valério deu sua opinião sobre a intervenção federal decretada após o vandalismo, e a conduta do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes:

“Alexandre de Moraes subjugou o STF, ninguém tem coragem de votar contra ele. No Senado, fui um dos poucos, um de oito que não concordou com a intervenção. É inconstitucional. Isso abre um precedente terrível, agora vou contar até mil antes de pensar em ser candidato a governador do Amazonas. Estamos vivendo no fio da navalha”.

Ele fez uma avaliação sobre a destruição em Brasília e as medidas consequentes tomadas pelo STF:

“Podemos lembrar que tacaram fogo no Ministério da Agricultura em 2017. É muita incoerência. Você coloca 1.500 ‘terroristas’ num ginásio e não acontece nenhum ato de indisciplina. Isso é loucura: CNN, Globo, Veja pegam essa narrativa e jogam como verdadeira, ‘tentativa de golpe’. Aquilo foi uma bagunça e tem que ser punida, mas eles ampliam. Estão concordando com a usurpação do STF, vocês lembram que desde sempre venho falando disso, do perigo que era, e agora chegou nisso. Quem manda no país é o senhor Alexandre de Moraes, e tá todo mundo aceitando, inclusive o Senado”.

O senador também comentou o governo Jair Bolsonaro e negou ser apoiador do ex-presidente:

“Alguns sites me chamaram de bolsonarista: Nunca conheci Bolsonaro nem ele me conhece. Faço o que acho correto, não me enquadro nos bolsonaristas, me enquadro no antipetismo. Sou de julgar o ato: se o governo estiver correto voto com ele, se a oposição estiver correta voto com ela. Os desmandos que ocorrem por parte da esquerda me tornam de direita, eu acho. Mas na verdade me enquadro como centro.

Mas defendo o que Bolsonaro fez: inflação controlada, desemprego caiu, as exportações cresceram. Porém isso não foi aproveitado pela narrativa: enquanto o governo atuava, Bolsonaro falava bobagem. E a narrativa dele prevaleceu, acho que ele pecou nisso. O pessoal ao redor dele nunca chegou com ele para dizer o que devia ser feito. A história de colocar pessoas em frente dos quartéis foi um erro. Então ele pagou um preço caro: em qualquer país desenvolvido do mundo, Bolsonaro teria sido eleito pelos índices econômicos”.

A entrevista completa do senador Plínio Valério pode ser assistida aqui.

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O senador Plínio Valério (PSDB) esteve hoje, 13, no estúdio da Onda Digital e foi entrevistado no programa Fiscaliza Geral. Valério votou contra a intervenção federal em Brasília promovida pelo Governo Federal devido aos ataques terroristas ocorridos no último domingo, e debateu no programa sobre o clima na capital do Brasil e as repercussões dos ataques.

O senador começou dizendo:

“Vivemos um momento perigoso. Quem comete aquele tipo de crime tem que ser punido. Minha discordância, e até fui criticado por isso, é quanto à forma como o Estado e o STF reagiu contra essas pessoas. Lugar de criminoso é na cadeia, mas colocar mulheres, crianças e idosos num ginásio como se fossem terroristas e culpados, foi com isso que discordei. E é um momento delicado, porque a grande mídia só mostra um lado, e essa fissura por encontrar culpados não pode penalizar inocentes.

Fiz requerimento ao Ministério da Justiça, e o ministro é um rancoroso, o [Flávio] Dino veio com revanche pra massacrar todo mundo. Aquele absurdo da intervenção em Brasília é uma loucura, nenhum governador deste país está seguro”.


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“Alexandre de Moraes subjugou o STF, ninguém tem coragem de votar contra ele. No Senado, fui um dos poucos, um de oito que não concordou com a intervenção. É inconstitucional. Isso abre um precedente terrível, agora vou contar até mil antes de pensar em ser candidato a governador do Amazonas. Estamos vivendo no fio da navalha”.

Ele fez uma avaliação sobre a destruição em Brasília e as medidas consequentes tomadas pelo STF:

“Podemos lembrar que tacaram fogo no Ministério da Agricultura em 2017. É muita incoerência. Você coloca 1.500 ‘terroristas’ num ginásio e não acontece nenhum ato de indisciplina. Isso é loucura: CNN, Globo, Veja pegam essa narrativa e jogam como verdadeira, ‘tentativa de golpe’. Aquilo foi uma bagunça e tem que ser punida, mas eles ampliam. Estão concordando com a usurpação do STF, vocês lembram que desde sempre venho falando disso, do perigo que era, e agora chegou nisso. Quem manda no país é o senhor Alexandre de Moraes, e tá todo mundo aceitando, inclusive o Senado”.

O senador também comentou o governo Jair Bolsonaro e negou ser apoiador do ex-presidente:

“Alguns sites me chamaram de bolsonarista: Nunca conheci Bolsonaro nem ele me conhece. Faço o que acho correto, não me enquadro nos bolsonaristas, me enquadro no antipetismo. Sou de julgar o ato: se o governo estiver correto voto com ele, se a oposição estiver correta voto com ela. Os desmandos que ocorrem por parte da esquerda me tornam de direita, eu acho. Mas na verdade me enquadro como centro.

Mas defendo o que Bolsonaro fez: inflação controlada, desemprego caiu, as exportações cresceram. Porém isso não foi aproveitado pela narrativa: enquanto o governo atuava, Bolsonaro falava bobagem. E a narrativa dele prevaleceu, acho que ele pecou nisso. O pessoal ao redor dele nunca chegou com ele para dizer o que devia ser feito. A história de colocar pessoas em frente dos quartéis foi um erro. Então ele pagou um preço caro: em qualquer país desenvolvido do mundo, Bolsonaro teria sido eleito pelos índices econômicos”.

A entrevista completa do senador Plínio Valério pode ser assistida aqui.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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