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Wilker Barreto projeta 2026 e afirma: “seguirei na oposição com a mesma pegada e responsabilidade”

Em entrevista à Rede Onda Digital, o deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) avaliou o desempenho do partido nas eleições de 2024, defendeu a pavimentação da BR-319 e sinalizou que não terá candidatura majoritária em 2026, mas garantiu que continuará firme na linha de oposição com propostas e fiscalização do orçamento público.

O Mobiliza elegeu 14 vereadores em todo o Amazonas nas eleições de 2024, mas não conseguiu eleger nenhum prefeito. Em Manaus, o partido obteve apenas 0,66% dos votos válidos na chapa encabeçada por Wilker Barreto, alcançando a sexta colocação na corrida eleitoral. Na Assembleia Legislativa, ele segue como único deputado estadual da sigla e tem se destacado pela atuação na oposição ao atual governo, com foco em temas como transparência orçamentária e infraestrutura.

No atual mandato, Barreto apresentou 12 projetos de lei e protocolou 30 requerimentos voltados principalmente à área de saúde. O parlamentar também integra a Comissão de Indústria, Comércio e Zona Franca da Aleam.

Leia a entrevista à íntegra:

Rede Onda Digital – Que tipo de pontuações o Mobiliza pode tirar da última eleição de 2024?

Wilker Barreto – “Olha, eu digo o seguinte, nós tínhamos que participar das eleições de 2024, eu fiquei feliz porque quando você tira dos debates alguém que pode contribuir, aí você sabe que a gente poderia te trazer, porque eu acredito que ser gestor, primeiramente, tem que ter preparado. Se você não tem preparo, como é que você vai administrar o dinheiro dos outros? Então, nós trouxemos propostas maduras, nós falamos que lixo é riqueza, nós mostramos os números da prefeitura que hoje reflete uma prefeitura que basicamente vive de empréstimo. Mas por que vive de empréstimo? Porque não faz o dever de casa. Quando você não lida com os números públicos com responsabilidade, o desserviço vem a uma cidade desassistida, uma cidade faltando de serviços. E isso nós trouxemos ao longo do 2024, nós não mudamos o nosso posicionamento. Em 2026 nós não teremos candidatura majoritária, mas isso não impede que a gente possa construir com propostas na chapa majoritária que nós escolhermos”.

Rede Onda Digital – Como você está analisando o cenário que norteia a BR-319? Acredita no cumprimento da promessa do governo federal?

Wilker Barreto – “Acho inadmissível que nós estamos falando de abrir, de rasgar a Amazônia, tanto é que já é BR. Se é BR, é reconhecido como uma rodovia federal. A incoerência é: como é que tem uma licença para asfaltar 52km e não termina todo o trecho? É incoerente. Segundo o que eu defendo, eu já falei isso, eu faço uma oposição, aquilo que eu acredito que o governo não acerta, mas eu já dei um posicionamento na tribuna da Assembleia, que o governador Wilson Lima precisa fazer o que fez o Amazonino lá atrás na BR-174, assumir o protagonismo. Porque nós temos duas entradas: um, o ambiental, o licenciamento, que eu acho que isso se derruba. Nós temos argumentos técnicos para isso, certo? Porque a ausência do Estado é o que está o ambiente propício para devastar a floresta. A pavimentação e a presença, tem que ter posto do PRF, do IBAMA, quanto mais o Estado for presente ao longo da BR, mais segurança terá aquele que for transitar. Na minha opinião, isso se derruba. E nós temos o orçamentário. O Amazonas tem uma boa capacidade de endividamento, 23% do seu orçamento. O que está faltando? O governador entrar em contato com o governador de Roraima, os governadores que têm interesse na pavimentação: “o secretário federal, me liberem aqui, a Rodovia”, que cada um fará a sua parte”.


Saiba mais: 

Condenados poderão ter que pagar pelo uso de tornozeleira eletrônica, decide comissão da Câmara

Três partidos do AM perdem fundo partidário por não prestar contas à Justiça Eleitoral; confira


Rede Onda Digital – Atualmente, deputado, a nível de Amazonas, o nosso cenário tem grupos políticos muito bem-estabelecidos. Onde você se encaixa nessa equação? Vai pertencer a algum grupo? Vai se filiar a algum desses grupos políticos?

Wilker Barreto – “Bem, antes disso, vamos falar de 2022. Em 2022, eu apoiei o Amazonino. Fiz a eleição. Mas no segundo turno o Wilson foi muito habilidoso em correr para associar sua imagem em Manaus. A direita usou muito bem isso. E no interior foi carta-branca: nem A, nem B. Tanto é que o PT ganhou em Manaus. Eu sempre votei na direita. Mas bem, em 2022, votei na direita. Não votei no Bolsonaro, votei na direita. Eu nunca votei na esquerda na minha vida, desde os 16 anos. Mas eu não tenho dúvida que o Amazonas cometeu um erro em 2022. O nome para ser governador era Eduardo, não era o Wilson. Porque eu passei quatro anos com Dermilson Chagas, combatendo um governo. Só que, pesou muito a questão nacional, ideológica. Hoje, eu acho que a direita tem bons nomes como o Caiado, o Zema. Eu vou caminhar como eleitor porque eu acredito que o Brasil precisa ter um governo de direita. Mas aqui em Manaus, no Amazonas, é preciso ter a particularidade”.

Rede Onda Digital – Por fim, o que o eleitor pode esperar do Wilker Barreto em 2026?

Wilker Barreto – “Olha, a mesma pegada. Nós estamos há sete anos aí numa oposição responsável, com números, propondo soluções, porque criticar é muito fácil. A gente sabe que é possível você levar a máquina pública para a eficiência. Basta apenas o quê? Não contratando empresas duvidosas, contratos suspeitos, pedir a eficiência, a comprovação da regularidade dos serviços. Então, nós vamos manter a pegada, porque a pegada de um deputado estadual, principalmente, é exercer o seu papel fiscalizatório do orçamento público”.

Presidência do partido

Além das discussões sobre o cenário eleitoral e a oposição ao governo estadual, Wilker também falou sobre os rumos do Mobiliza no Amazonas. Ele confirmou com exclusividade à Rede Onda Digital que deixará a presidência da legenda, que passará a ser comandada pelo ex-prefeito de Eirunepé, Raylan Barroso.

Barreto destacou que a mudança representa transparência e um “desapego da presidência partidária”.

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Em entrevista à Rede Onda Digital, o deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) avaliou o desempenho do partido nas eleições de 2024, defendeu a pavimentação da BR-319 e sinalizou que não terá candidatura majoritária em 2026, mas garantiu que continuará firme na linha de oposição com propostas e fiscalização do orçamento público.

O Mobiliza elegeu 14 vereadores em todo o Amazonas nas eleições de 2024, mas não conseguiu eleger nenhum prefeito. Em Manaus, o partido obteve apenas 0,66% dos votos válidos na chapa encabeçada por Wilker Barreto, alcançando a sexta colocação na corrida eleitoral. Na Assembleia Legislativa, ele segue como único deputado estadual da sigla e tem se destacado pela atuação na oposição ao atual governo, com foco em temas como transparência orçamentária e infraestrutura.

No atual mandato, Barreto apresentou 12 projetos de lei e protocolou 30 requerimentos voltados principalmente à área de saúde. O parlamentar também integra a Comissão de Indústria, Comércio e Zona Franca da Aleam.

Leia a entrevista à íntegra:

Rede Onda Digital – Que tipo de pontuações o Mobiliza pode tirar da última eleição de 2024?

Wilker Barreto – “Olha, eu digo o seguinte, nós tínhamos que participar das eleições de 2024, eu fiquei feliz porque quando você tira dos debates alguém que pode contribuir, aí você sabe que a gente poderia te trazer, porque eu acredito que ser gestor, primeiramente, tem que ter preparado. Se você não tem preparo, como é que você vai administrar o dinheiro dos outros? Então, nós trouxemos propostas maduras, nós falamos que lixo é riqueza, nós mostramos os números da prefeitura que hoje reflete uma prefeitura que basicamente vive de empréstimo. Mas por que vive de empréstimo? Porque não faz o dever de casa. Quando você não lida com os números públicos com responsabilidade, o desserviço vem a uma cidade desassistida, uma cidade faltando de serviços. E isso nós trouxemos ao longo do 2024, nós não mudamos o nosso posicionamento. Em 2026 nós não teremos candidatura majoritária, mas isso não impede que a gente possa construir com propostas na chapa majoritária que nós escolhermos”.

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Wilker Barreto – “Acho inadmissível que nós estamos falando de abrir, de rasgar a Amazônia, tanto é que já é BR. Se é BR, é reconhecido como uma rodovia federal. A incoerência é: como é que tem uma licença para asfaltar 52km e não termina todo o trecho? É incoerente. Segundo o que eu defendo, eu já falei isso, eu faço uma oposição, aquilo que eu acredito que o governo não acerta, mas eu já dei um posicionamento na tribuna da Assembleia, que o governador Wilson Lima precisa fazer o que fez o Amazonino lá atrás na BR-174, assumir o protagonismo. Porque nós temos duas entradas: um, o ambiental, o licenciamento, que eu acho que isso se derruba. Nós temos argumentos técnicos para isso, certo? Porque a ausência do Estado é o que está o ambiente propício para devastar a floresta. A pavimentação e a presença, tem que ter posto do PRF, do IBAMA, quanto mais o Estado for presente ao longo da BR, mais segurança terá aquele que for transitar. Na minha opinião, isso se derruba. E nós temos o orçamentário. O Amazonas tem uma boa capacidade de endividamento, 23% do seu orçamento. O que está faltando? O governador entrar em contato com o governador de Roraima, os governadores que têm interesse na pavimentação: “o secretário federal, me liberem aqui, a Rodovia”, que cada um fará a sua parte”.


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Wilker Barreto – “Bem, antes disso, vamos falar de 2022. Em 2022, eu apoiei o Amazonino. Fiz a eleição. Mas no segundo turno o Wilson foi muito habilidoso em correr para associar sua imagem em Manaus. A direita usou muito bem isso. E no interior foi carta-branca: nem A, nem B. Tanto é que o PT ganhou em Manaus. Eu sempre votei na direita. Mas bem, em 2022, votei na direita. Não votei no Bolsonaro, votei na direita. Eu nunca votei na esquerda na minha vida, desde os 16 anos. Mas eu não tenho dúvida que o Amazonas cometeu um erro em 2022. O nome para ser governador era Eduardo, não era o Wilson. Porque eu passei quatro anos com Dermilson Chagas, combatendo um governo. Só que, pesou muito a questão nacional, ideológica. Hoje, eu acho que a direita tem bons nomes como o Caiado, o Zema. Eu vou caminhar como eleitor porque eu acredito que o Brasil precisa ter um governo de direita. Mas aqui em Manaus, no Amazonas, é preciso ter a particularidade”.

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