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Zanin rejeita queixa-crime de Carlos Bolsonaro contra Janones por ofensas

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou uma queixa-crime apresentada pelo vereador Carlos Bolsonaro contra o deputado federal André Janones por suposta injúria.

Na ação, movida em agosto de 2022, o filho do então presidente Jair Bolsonaro (PL) argumentou que o congressista fez publicações nas redes sociais o chamando de “miliciano”, “vagabundo”, “merda” entre outras ofensas.

“As ofensas praticadas pelo querelado, através da internet, foram vistas, comentadas e compartilhadas por milhares de pessoas, o que decerto, enseja o aumento de pena”, afirmou a defesa do vereador na ação.


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Em sua decisão, Zanin entendeu não haver motivo para dar andamento à ação penal. O ministro também citou o fato de Janones ser deputado, o que impede o recebimento da queixa porque as falas estariam protegidas pela imunidade parlamentar.

“Não se pode desprezar que requerente e requerido são hoje notórios integrantes de grupos políticos adversários […]. A imensa quantidade de notícias e informações disponíveis envolvendo a vida parlamentar e inclusive pessoal de ambos desvela narrativas, acirramentos e críticas de evidente reciprocidade”, afirmou Zanin.

A decisão diz ainda que “extrai-se da própria petição inicial que os comentários e as declarações tidas como ofensivas foram prestadas como resposta a manifestações anteriores do querelante e, desse modo, operadas no calor de profundos debates e exaltações”.

Para o ministro, as expressões usadas por Janones, “apesar de reprováveis, traduzem retorsão e reciprocidade, referindo-se claramente a embates ou contingências anteriores entre os dois envolvidos, como é o caso de ‘Bom, já que agora eu tô autorizado’ e ‘próprio veneno’”.

“Repito. Por mais reprováveis que verdadeiramente sejam as falas mencionadas pelo autor desta ação, soa claro que as manifestações do querelado se deram no cenário de profundas instabilidades e divergências do sistema mundial de computadores, onde ambos, notórios usuários de redes sociais, costumeiramente firmam seus conflitos políticos, frequentemente, há de se dizer, por meio de manifestações jocosas e irônicas”, disse Zanin.

O advogado do vereador Carlos Bolsonaro, Antônio Carlos Fonseca, disse que irá recorrer da decisão do ministro Cristiano Zanin “porque o entendimento do relator contraria recentes decisões proferidas pelo próprio Supremo Tribunal Federal”.

 

*Com informações da CNN Brasil.

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou uma queixa-crime apresentada pelo vereador Carlos Bolsonaro contra o deputado federal André Janones por suposta injúria.

Na ação, movida em agosto de 2022, o filho do então presidente Jair Bolsonaro (PL) argumentou que o congressista fez publicações nas redes sociais o chamando de “miliciano”, “vagabundo”, “merda” entre outras ofensas.

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Para o ministro, as expressões usadas por Janones, “apesar de reprováveis, traduzem retorsão e reciprocidade, referindo-se claramente a embates ou contingências anteriores entre os dois envolvidos, como é o caso de ‘Bom, já que agora eu tô autorizado’ e ‘próprio veneno’”.

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