
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai analisar alternativas para dificultar o uso irregular de etanol hidratado na produção clandestina de bebidas alcoólicas. A iniciativa foi determinada após decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e publicada no Diário Oficial da União.
A agência terá prazo de 120 dias para elaborar um estudo com propostas regulatórias voltadas ao fortalecimento do controle e da rastreabilidade do biocombustível. Entre as medidas em avaliação está a possibilidade de adição de substâncias que inviabilizem o consumo humano, como o benzoato de denatônio, conhecido pelo sabor extremamente amargo.
Antes da adoção de qualquer mudança, a ANP deverá avaliar os impactos operacionais, logísticos e ambientais das possíveis medidas, além dos efeitos na cadeia de produção e na qualidade do combustível.
A discussão ganhou prioridade após registros de intoxicações e mortes associadas ao consumo de bebidas adulteradas no país. Investigações apontaram que parte dos produtos ilegais estaria relacionada ao uso indevido de etanol adulterado, reforçando a necessidade de maior controle sobre o setor.