Ex-chefe do BRB não assinou termo de confidencialidade para delação

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Ex-chefe do BRB não assinou termo de confidencialidade para delação
Foto: Rafael Lavenère/BRB

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, ainda não iniciou formalmente as negociações para um possível acordo de delação premiada, apesar de ter conseguido autorização do ministro André Mendonça para ser transferido da Papuda para a Papudinha.

Segundo informações apuradas pelo Metrópoles, Paulo Henrique ainda não assinou o termo de confidencialidade nem com a Polícia Federal nem com a Procuradoria-Geral da República. O documento é considerado a primeira etapa formal para a negociação de uma colaboração premiada, garantindo sigilo nas tratativas iniciais entre o investigado e as autoridades.

A defesa do ex-dirigente do BRB já havia demonstrado interesse em firmar um acordo de delação e indicou que uma das condições seria justamente a saída do Complexo Penitenciário da Papuda. Nesta sexta-feira (8/5), André Mendonça autorizou a transferência de Paulo Henrique para a chamada Papudinha, unidade administrada pela Polícia Militar do Distrito Federal.

Os advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino afirmaram, em petição enviada ao STF, que o investigado “sinalizou interesse em cooperar com as autoridades competentes, possivelmente por meio de colaboração premiada”. No entanto, destacaram que o avanço das negociações depende da “convergência de alguns fatores”.

A defesa também pretendia a transferência do ex-presidente do BRB para a Superintendência da Polícia Federal, onde está preso o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Até o momento, porém, os trâmites para a mudança de local de custódia ainda não foram concluídos.