Às vésperas da sabatina no Senado, o ministro da AGU, Jorge Messias, já conta com o apoio de ao menos 47 senadores, número suficiente para aprovação no plenário, caso se confirme.

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro de 2025, Messias enfrentou um processo marcado por demora: foram 131 dias até o envio oficial do nome ao Senado, em meio a articulações políticas e receios de rejeição.
A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) acontece nesta quarta-feira (29/4) e é a primeira etapa decisiva rumo ao Supremo Tribunal Federal. Para avançar, o indicado precisa de maioria simples na comissão e, depois, ao menos 41 votos no plenário.
Nos bastidores, Messias intensificou a articulação política e chegou a visitar cerca de 77 senadores, incluindo membros da oposição. Ainda assim, aliados projetam uma aprovação apertada, cenário semelhante ao enfrentado por nomes recentes indicados à Corte.
A vaga em disputa foi aberta após a saída do ministro Luís Roberto Barroso. A demora no processo gerou críticas e levantou questionamentos sobre a coordenação política do governo e o impacto da vacância em um momento de decisões relevantes no STF.
Agora, os senadores devem avaliar não apenas o currículo de Messias, mas também o contexto político que marcou sua indicação.