Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram um biossensor inovador capaz de identificar o câncer de pâncreas em apenas 10 minutos, de forma simples, rápida e mais acessível.

O dispositivo eletroquímico detecta no sangue a presença do biomarcador CA19-9, proteína associada à doença, mesmo em baixas concentrações. Hoje, esse tipo de identificação costuma depender de exames laboratoriais mais complexos e caros.
Segundo a pesquisadora Débora Gonçalves, coordenadora do estudo, o objetivo é ampliar o diagnóstico precoce. “Nos estágios iniciais, a doença é silenciosa e, na maioria dos casos, descoberta tardiamente, o que explica sua alta letalidade”, afirma.
Atualmente, quando diagnosticado em fase avançada, o câncer de pâncreas tem taxa de sobrevida de cerca de 3% em cinco anos. A proposta do biossensor é justamente mudar esse cenário, permitindo rastreamento mais acessível e aumentando as chances de detecção precoce.
O estudo foi publicado na revista científica ACS Omega e aponta o potencial da tecnologia como alternativa promissora para ampliar o acesso ao diagnóstico.
A inovação brasileira pode representar um passo importante na luta contra um dos cânceres mais agressivos, o que torna o diagnóstico mais rápido, barato e eficiente.