As autoridades de saúde da Suíça confirmaram um caso de hantavírus associado ao surto registrado em um cruzeiro internacional. O paciente, que está hospitalizado em Zurique, teve a infecção confirmada após exames realizados em Genebra, que também identificaram a cepa andina do vírus, considerada rara.
De acordo com os Hospitais Universitários de Genebra, a confirmação ocorreu por meio de testes PCR em amostras enviadas pelo Hospital Universitário de Zurique, onde o paciente recebe tratamento. Apesar do diagnóstico, as autoridades afirmam que não há risco para a população em geral.
O caso suíço está ligado a um surto mais amplo relacionado à embarcação, que já registrou infecções em diferentes países. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os casos conhecidos até o momento têm conexão com o cruzeiro.
Ainda de acordo com a OMS, um paciente segue em terapia intensiva na África do Sul, com quadro em melhora, enquanto outros três foram transferidos para a Holanda para tratamento. A cepa andina também foi identificada em pelo menos dois casos, o que acende alerta por se tratar de uma variante incomum, mais frequente na América do Sul.
As autoridades sanitárias continuam monitorando possíveis contatos em vários países e reforçam que medidas de vigilância estão em andamento para conter a disseminação.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres, por meio de urina, fezes ou saliva contaminadas. A infecção ocorre pela inalação de partículas no ar e pode causar uma síndrome grave, com sintomas como febre, dores no corpo e insuficiência respiratória, apresentando alta taxa de mortalidade.

(*)Com informações da CNN Brasil