
Um chip portátil desenvolvido por cientistas brasileiros pode ajudar a acelerar a identificação de metástases em pacientes com câncer de boca. A tecnologia utiliza uma pequena amostra de saliva e inteligência artificial para detectar sinais da doença de forma mais rápida e prática, sem a necessidade de equipamentos laboratoriais de grande porte.
O projeto foi criado por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas (SP), e passou a integrar o Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, do Ministério da Saúde. Com isso, a pesquisa ganhou reforço para ampliar os testes e acelerar seu desenvolvimento.
O dispositivo funciona como um biossensor capaz de identificar biomarcadores associados à metástase do câncer de boca. Os dados coletados são analisados por inteligência artificial, que auxilia na interpretação dos resultados.
Até agora, os estudos foram realizados com 60 amostras de pacientes. Com a nova fase do projeto, o número deve chegar a quase 800 amostras, em parceria com instituições como o Instituto Nacional de Câncer, a Fundação Oswaldo Cruz e o Hospital Sírio-Libanês.
Os pesquisadores esperam aumentar a precisão da tecnologia e, no futuro, disponibilizar uma ferramenta que contribua para diagnósticos mais rápidos e para o tratamento precoce dos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS).