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G7 fecha acordo de terras raras, irrita China e Brasil vê oportunidade

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G7 fecha acordo de terras raras, irrita China e Brasil vê oportunidade
Líderes do G7 se reúnem na Itália. (Foto: Divulgação/G7)

A decisão dos países do G7 de reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais críticos e terras raras foi recebida pelo governo brasileiro como uma oportunidade estratégica para ampliar a participação do país nas cadeias globais de produção. O grupo definiu a meta de limitar a dependência de um único fornecedor a menos de 60% até 2030 e, no longo prazo, reduzir esse índice para 50%, incentivando a diversificação de fornecedores, a reciclagem de materiais e a formação de estoques estratégicos.

A medida tem como principal alvo a China, que domina etapas fundamentais da cadeia de terras raras, especialmente o processamento e a produção de ímãs permanentes utilizados em setores como tecnologia, energia limpa e defesa. Em resposta, o governo chinês defendeu seus controles sobre exportações de minerais críticos e criticou iniciativas que possam criar blocos econômicos exclusivos.

Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro avaliam que a disputa entre Estados Unidos, União Europeia, Japão e China por fontes alternativas desses minerais fortalece o poder de negociação do Brasil. A estratégia defendida por parte da equipe econômica e industrial é aproveitar o interesse internacional para exigir investimentos em beneficiamento, refino, pesquisa, transferência de tecnologia e industrialização dentro do território nacional, agregando valor à produção brasileira.

O Brasil possui reservas importantes de minerais considerados estratégicos, como terras raras, lítio, nióbio, grafite, cobre e níquel. Paralelamente, o Congresso Nacional discute uma política nacional para o setor, que amplia a participação do governo na definição de projetos prioritários e cria mecanismos para estimular o processamento e a industrialização desses recursos no país. A proposta também prevê a criação de um conselho federal responsável por avaliar contratos e operações internacionais envolvendo ativos minerais considerados estratégicos.