
O sistema de urnas eletrônicas completa 30 anos no Brasil em meio a questionamentos de parte dos pré-candidatos à Presidência, embora não haja comprovação de fraudes ao longo de sua história. Levantamento mostra que, entre 12 nomes na disputa, apenas três defendem mudanças mais profundas, como o voto impresso.
Entre os críticos estão Flávio Bolsonaro (PL), Cabo Daciolo (PMN) e Rui Costa Pimenta (PCO), que levantam dúvidas sobre a auditabilidade do sistema e defendem mecanismos físicos de conferência. Apesar disso, não apresentaram provas de irregularidades.
Por outro lado, a maioria dos pré-candidatos, como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Romeu Zema (Novo) e Edmilson Costa (PCB), afirma confiar na segurança das urnas, destacando auditorias, testes públicos e a ausência de fraudes comprovadas.
Há ainda posições intermediárias, como as de Augusto Cury (Avante) e Aldo Rebelo (Democracia), que defendem o sistema atual, mas sugerem aprimoramentos para aumentar a transparência e reduzir desconfianças.
As urnas eletrônicas foram adotadas nacionalmente em 2000 e são consideradas responsáveis por acelerar a apuração e reduzir fraudes comuns no modelo em papel. O debate atual, no entanto, mostra que, mesmo consolidado, o sistema ainda enfrenta disputas políticas e narrativas divergentes em ano eleitoral.

