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Ex-presidente de Cuba, Raúl Castro é indiciado por homicídio nos EUA

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Os Estados Unidos acusaram nesta quarta-feira (20) o ex-presidente cubano Raúl Castro, irmão de Fidel Castro, por uma série de crimes. O indiciamento é mais um movimento do governo de Donald Trump para aumentar a pressão contra a ilha e lembra a estratégia adotada antes da prisão do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela.

Raúl Castro, de 94 anos, é acusado de quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos. O caso remete a 1996, quando ele era ministro da Defesa de Cuba e teria planejado a derrubada de duas aeronaves da organização de exilados Irmãos ao Resgate.

O indiciamento ocorre em meio a uma escalada de tensões. Desde fevereiro, Cuba enfrenta apagões constantes após os EUA bloquearem o envio de petróleo venezuelano à ilha. Trump já declarou que seria uma “honra” tomar Cuba e que poderia “assumir” o país “quase imediatamente”. O Comando Sul dos EUA enviou o porta-aviões USS Nimitz à região do Caribe.

O procurador-geral interino dos EUA afirmou que Raúl Castro vai comparecer ao país para responder às acusações “por vontade própria ou de outra forma”. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou o indiciamento como uma ação política sem base jurídica e alertou que uma intervenção militar provocaria um “banho de sangue”.

(Foto: Reprodução)