O promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco de São Paulo, é o responsável pela Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21), que resultou na prisão da influenciadora Deolane Bezerra, apontada como integrante do PCC. Gakiya está há duas décadas com a “morte decretada” pela facção e há dez anos vive sob escolta policial 24 horas.
O promotor recebeu a primeira ameaça de morte em 2005 e já foi alvo de planos de ataque do PCC. Ele foi um dos responsáveis por transferir a alta cúpula da organização criminosa para presídios de segurança máxima.
A Operação Vérnix mira um esquema de lavagem de dinheiro do PCC. São cumpridos seis mandados de prisão preventiva. Além de Deolane, entre os alvos estão Marcola (já preso), um irmão e dois sobrinhos do número 1 da facção, além de um operador financeiro do esquema.
Segundo os investigadores, Deolane tinha vínculos pessoais e negociais com um gestor fantasma da transportadora investigada. Movimentações financeiras expressivas e incompatibilidades patrimoniais a colocaram em posição de destaque no caso.
A operação também tem dimensão internacional: três investigados estão na Itália, Espanha e Bolívia. A Polícia Civil pediu a inclusão deles na lista vermelha da Interpol.
