A flexibilização da Lei da Ficha Limpa está parada no Supremo Tribunal Federal (STF) há quatro meses e coloca em suspense o futuro político de condenados por improbidade administrativa.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7781), relatada por Cármen Lúcia, questiona a Lei Complementar nº 219/2025, aprovada pelo Congresso, que abre brecha para que políticos barrados voltem a disputar eleições já em 2026.
Entre os nomes potencialmente beneficiados estão Anthony Garotinho, Eduardo Cunha e José Roberto Arruda, casos que podem gerar efeito cascata para centenas de condenados.
A ação foi apresentada pela Rede Sustentabilidade, que pede suspensão imediata da lei para preservar a integridade eleitoral. A Procuradoria-Geral da República já se manifestou a favor da medida cautelar.
Apesar da urgência, o processo aguarda decisão desde janeiro.
A demora reacende críticas à atuação da ministra, que já foi questionada por manter casos sensíveis parados, como a inelegibilidade de Antonio Denarium no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e um processo sobre royalties travado há mais de uma década, apontado como recorde por Andreza Matais, do Metrópoles.
Com o calendário eleitoral se aproximando, a decisão pode impactar diretamente quem estará ou não nas urnas em 2026.