A conservadora Keiko Fujimori foi eleita presidente do Peru após garantir vantagem matemática sobre o adversário de esquerda, Roberto Sánchez. Com 50,11% dos votos válidos, ela recebeu 9,2 milhões de votos e abriu uma diferença de cerca de 43 mil votos, superior ao número de cédulas ainda restantes para apuração.

Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o país entre 1990 e 2000, Keiko se torna a primeira mulher eleita por voto direto para comandar o Peru.
A vitória ocorre em meio a uma profunda crise política. Desde 2016, o país teve uma sucessão de presidentes e vive um cenário de desconfiança nas instituições. Keiko será a nona presidente peruana em apenas dez anos.
Após três derrotas em disputas anteriores, a líder conservadora finalmente conquistou o Palácio do Governo. Ela defende o legado do pai e tem adotado propostas de linha dura em temas como segurança e imigração.
A apuração oficial do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) indica que restam pouco mais de 40 mil votos a serem contabilizados, número insuficiente para alterar o resultado.
A eleição marca o retorno do fujimorismo ao poder em um dos períodos mais turbulentos da história recente do Peru.