Uma greve geral convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) promete parar Portugal nesta quarta-feira (3). A paralisação é contra possíveis alterações na lei trabalhista do país e deve ter forte adesão tanto do setor público quanto do setor privado.
A saúde deve ser uma das áreas mais afetadas. A Federação Nacional dos Médicos alertou que serviços prestados aos pacientes podem ser interrompidos. Consultas e exames devem ser adiados pela falta de profissionais.
Na educação, diretores antecipam forte adesão de professores e auxiliares. Algumas escolas podem não funcionar nesta quarta. Sindicatos também alertam que áreas como Justiça, Finanças, Segurança Social e serviços municipais podem sofrer interrupções.
Sindicatos do setor privado também aderiram ao protesto, incluindo as áreas de hotelaria, telecomunicações, indústria, comércio e energia.
O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, minimizou a greve. “Minha convicção é de que a esmagadora maioria dos portugueses que trabalham vai trabalhar”, afirmou. Ele disse esperar que quem tem direito de exercer a greve o faça, mas que outros possam trabalhar normalmente.
A greve afeta também voos entre Brasil e Portugal, com possibilidade de atrasos e cancelamentos. Passageiros com voos programados devem verificar a situação com as companhias aéreas antes de ir ao aeroporto.
