Polícia revela estratégia de Deolane para dificultar rastreamento patrimonial

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A apreensão de um documento considerado estratégico pela Polícia Civil tornou-se um dos principais elementos da investigação que envolve a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra.

Delonae Bezerra, ao ser conduzida à prisão (Foto: Folhapress).

O material, encontrado durante operação policial, descreve uma complexa estrutura empresarial formada por holdings, empresas de publicidade, negócios do setor de cosméticos e companhias de apoio administrativo e financeiro.

Batizado de “cronograma estratégico e estruturação corporativa”, o documento possui 12 páginas e, segundo os investigadores, apresenta um plano detalhado de reorganização societária, expansão comercial e movimentações patrimoniais envolvendo diferentes pessoas jurídicas.

De acordo com a Polícia Civil, a estrutura descrita no material teria potencial para dificultar o rastreamento de patrimônio e da origem dos recursos movimentados. A suspeita dos investigadores é que o modelo pudesse ser utilizado para ocultar ativos e reinseri-los posteriormente no mercado formal com aparência de legalidade.

Um dos pontos destacados no relatório policial envolve a empresa DB Santos Apoio Administrativo e Financeiro Ltda., ligada a Deolane. A companhia aparecia inicialmente registrada em um endereço em Martinópolis, no interior de São Paulo, apontado pela investigação como possível local de fachada. O documento apreendido, porém, já indicava um novo endereço na zona leste da capital paulista, mudança formalizada em abril de 2026.

Para a polícia, a alteração reforça a hipótese de continuidade das movimentações empresariais analisadas no inquérito.

Além do material documental, a operação resultou na apreensão de veículos de luxo, joias, relógios de alto valor, dinheiro em espécie, moeda estrangeira e diversos equipamentos eletrônicos, incluindo celulares, notebooks e computadores.

A descoberta do plano estratégico ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, que apura o suposto uso de uma transportadora de cargas como empresa de fachada para movimentação de recursos investigados. Segundo a Polícia Civil, a apuração busca esclarecer se a estrutura empresarial identificada teria sido utilizada para dar suporte financeiro e patrimonial a operações sob investigação.

Até o momento, as acusações seguem em fase de apuração e serão analisadas no decorrer do processo judicial.