Na hora de declarar o Imposto de Renda, um dos erros mais comuns dos brasileiros envolve gastos com plano de saúde e inclusão de dependentes. Especialistas alertam que informações erradas podem levar o contribuinte à malha fina da Receita Federal.

A principal regra é simples: só pode ser declarado o valor que realmente saiu do bolso do contribuinte.
Se a empresa paga todo o plano de saúde, nada pode ser deduzido.
Se o trabalhador paga parte da mensalidade, apenas essa parte pode entrar na declaração.
Valores de coparticipação também podem ser declarados.
Outro ponto que exige atenção é o reembolso médico. Se uma consulta custou R$ 500 e o plano devolveu R$ 200, apenas os R$ 300 pagos pelo contribuinte podem ser informados como despesa.
Nos planos familiares, cada integrante deve declarar apenas sua parte. Já despesas com pessoas que não são dependentes legais não podem ser incluídas no IR, mesmo que o contribuinte arque com os custos.
Especialistas também lembram que dependentes com deficiência não possuem limite de idade para permanecer na declaração, desde que haja comprovação médica.
A Receita Federal ainda reforça que rendimentos e bens do dependente, como salário, conta bancária ou veículo, também precisam ser informados.
Como despesas médicas não têm limite de dedução, valores muito altos costumam chamar a atenção do Fisco. Por isso, guardar recibos, notas fiscais e comprovantes é fundamental para evitar problemas futuros.