O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, que já está em sabatina nesta quarta-feira (29) pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em uma sessão considerada decisiva para sua indicação ao Supremo Tribunal Federal, deverá falar sobre aborto.

Após mais de cinco meses de espera, Messias deve enfrentar questionamentos sobre a crise de credibilidade do STF, além de temas polêmicos como a atuação da Corte.
Segundo interlocutores, o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitará críticas diretas a ministros do Supremo, mas defenderá a criação de um código de ética para a Corte. Evangélico da Igreja Batista, ele também deve afirmar aos senadores que é contra o aborto.
Nos bastidores, aliados calculam que Messias pode obter mais de 50 votos favoráveis no plenário do Senado. Já o senador Flávio Bolsonaro aposta na rejeição da indicação.
Para ser aprovado, o nome de Messias precisa do apoio mínimo de 41 dos 81 senadores. Caso seja rejeitado, será a primeira derrota de uma indicação presidencial ao STF desde 1894.