O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou uma reunião sobre investimentos em terras raras para enviar um recado direto aos Estados Unidos e a outras potências interessadas nas riquezas minerais brasileiras.
Nesta terça-feira (19/05), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, recebeu o CEO global do Grupo Serra Verde, Thras Moraitis, para discutir investimentos no setor mineral estratégico.
Durante o encontro, Silveira afirmou que o Brasil está aberto ao capital estrangeiro, inclusive ao norte-americano, mas ressaltou que os investimentos deverão respeitar a soberania nacional e os interesses econômicos do país.
“O Brasil está aberto ao capital americano e de qualquer outro país que respeite a nossa soberania. Essa é a mensagem que o presidente Lula deixou ao presidente dos Estados Unidos e a todo mundo”, declarou o ministro.
A discussão acontece em meio à crescente disputa internacional pelas chamadas terras raras, grupo formado por 17 elementos químicos considerados essenciais para a fabricação de tecnologias modernas, como baterias, carros elétricos, semicondutores e equipamentos militares.
O Brasil possui algumas das maiores reservas minerais desse tipo no mundo e tenta transformar esse potencial em vantagem industrial e tecnológica.
Segundo Alexandre Silveira, o governo trabalha na construção de uma política mineral capaz de atrair investimentos internacionais sem limitar o país ao papel de exportador de matéria-prima.
De acordo com o ministro, projetos como os desenvolvidos pelo Grupo Serra Verde devem fortalecer a cadeia industrial e tecnológica brasileira.
“Estamos construindo uma política para que esses investimentos internacionais se consolidem como um ativo estratégico para o desenvolvimento industrial e mineral brasileiro”, afirmou.
Silveira também destacou que o governo busca garantir segurança regulatória, ambiental e econômica para ampliar a confiança de investidores estrangeiros no setor.
“Queremos garantir toda a estabilidade ao investimento estrangeiro, tanto do ponto de vista regulatório, ambiental e econômico. Sabemos das condições geopolíticas favoráveis do Brasil, por isso os investidores podem confiar no Brasil”, concluiu o ministro.