O calendário eleitoral começou a apertar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os governadores de todo o país. A partir de julho, entram em vigor restrições previstas na legislação eleitoral que limitam a atuação de agentes públicos nos meses que antecedem as eleições de outubro.

Até o dia 3 de julho, governantes ainda podem participar de inaugurações, divulgar obras e programas, além de firmar convênios e transferências voluntárias de recursos para estados e municípios. Depois dessa data, essas ações ficam proibidas para evitar o uso da máquina pública em benefício eleitoral.
Em reunião com ministros, Lula reforçou a necessidade de acelerar entregas e afirmou que o governo está correndo para concluir ações dentro do prazo legal. Nos últimos meses, o presidente intensificou viagens pelo país para anunciar investimentos, programas sociais e obras de infraestrutura.
Entre as medidas recentes do governo estão programas de renegociação de dívidas, investimentos em segurança pública, incentivos para compra de veículos por motoristas de aplicativo e mudanças tributárias com impacto direto no consumo.
As restrições também atingem governadores e prefeitos, que terão de adequar agendas e anúncios às regras da Justiça Eleitoral até a realização do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Com a contagem regressiva iniciada, os próximos 30 dias prometem uma corrida por entregas e anúncios em todo o país.
