Nunes Marques vai julgar casos envolvendo Flávio Bolsonaro, Master e “Dark Horse”

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Ministro Nunes Marques (Alejandro Zambrana/Secom/TSE).

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, já começou a receber a distribuição de representações eleitorais protocoladas na Corte. Ele será o relator de três casos polêmicos envolvendo o Banco Master e o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao banqueiro Daniel Vorcaro por dinheiro para a finalização do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O primeiro caso  enviado ao ministro foi apresentado pelo PL contra o instituto AtlasIntel. A legenda acusa a empresa de divulgar pesquisa eleitoral fraudulenta, que apontaria queda de Flávio após divulgação do áudio dele com Vorcaro. A AtlasIntel nega que tenha havido interferência na pesquisa.

Já os outros dois casos foram protocolados por parlamentares do PT e têm como foco o filme “Dark Horse”. Em ação apresentada em conjunto com o grupo Prerrogativas, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) pede que a circulação da produção seja suspensa.

E no outro caso, o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) solicita a apuração de eventual abuso de poder econômico relacionado ao financiamento e à divulgação do filme.

Antes de passar a atuar nos processos, Nunes Marques designou a si mesmo e ao vice-presidente do TSE, André Mendonça, como juízes auxiliares para as eleições de 2026. É uma medida fora do padrão para a corte, que geralmente designa ministros juristas para as funções, mas é semelhante à adotada pelo ministro Alexandre de Moraes, durante sua gestão à frente do TSE, em 2022.