A influenciadora Maíra Cardi voltou a chamar atenção para os riscos do PMMA (polimetilmetacrilato) ao mostrar nas redes sociais os nódulos que surgiram em seu rosto anos após a aplicação da substância. Segundo ela, o material está encapsulado e exerce pressão na pele, formando “bolotas” que tentam se deslocar para a superfície.

O relato reacende o debate sobre os perigos do PMMA, produto que já foi amplamente utilizado em procedimentos estéticos, mas que passou a ser alvo de restrições devido às complicações registradas em pacientes. Em maio de 2026, o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso médico da substância como preenchedor no Brasil, tanto para fins estéticos quanto reparadores, com exceção de casos específicos em pacientes com HIV/Aids atendidos pelo SUS.
Embora hoje faça um alerta aos seguidores, a exposição do caso também evidencia os riscos da cultura de procedimentos estéticos impulsionada por influenciadores e pela promessa de resultados rápidos. Especialistas alertam que o PMMA pode provocar inflamações, deformidades, necrose e danos permanentes, além de ser de difícil remoção.
O episódio reforça a importância de buscar informações confiáveis e desconfiar de procedimentos vendidos como soluções milagrosas. Em estética, o barato e o imediato podem custar caro e, em alguns casos, deixar sequelas para a vida toda.