
Manaus intensificou o combate à sífilis congênita com a criação, em 2025, do Comitê Municipal de Prevenção da Transmissão Vertical, ligado à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). O objetivo é evitar que bebês nasçam com a infecção, transmitida da mãe durante a gestação ou parto, além de fortalecer ações contra HIV e hepatites B e C.
Em 2025, a capital registrou 351 casos de sífilis congênita em crianças menores de 1 ano. Já em 2026, 66 novos casos foram identificados. O comitê atua analisando dados, monitorando ocorrências e propondo medidas para melhorar o atendimento na rede de saúde.
Segundo a Semsa, apesar do avanço na testagem e no acesso ao pré-natal, a doença ainda é um desafio. Muitos casos estão ligados ao diagnóstico tardio e ao tratamento inadequado das gestantes. Dados apontam que 90,5% das mães de bebês com sífilis congênita não fizeram o tratamento correto ou não foram tratadas.
Entre os principais problemas estão dificuldades de acesso ao pré-natal, questões sociais, ausência de acompanhamento regular e até a falta de tratamento dos parceiros, o que pode causar reinfecção.
A sífilis é uma infecção bacteriana com tratamento e cura, mas, quando não tratada durante a gestação, pode causar aborto, parto prematuro, morte do bebê ou sequelas graves.
A recomendação é que gestantes façam o teste pelo menos quatro vezes durante a gravidez e iniciem o tratamento o quanto antes para evitar a transmissão ao bebê.