
Nesta quarta-feira (24/6), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu prazo de 48 horas para a PGR (Procuradoria Geral da República) se manifestar sobre “eventual cometimento de falta grave” por Jair Bolsonaro (PL) no caso da arma pertencente ao ex-presidente apreendida em blitz na semana passada em Brasília. A medida acontece às vésperas do fim do prazo da prisão domiciliar de Bolsonaro.
Moraes destaca que Bolsonaro admitiu em depoimento que mantinha a arma em casa. “Em sua oitiva, Jair Messias Bolsonaro admitiu tanto a propriedade da arma de fogo apreendida, quanto a posse em sua residência durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária”, escreveu o ministro em seu pedido.
Bolsonaro chegou a dizer que “tem três mulheres em casa e não podia ficar desarmado”.
Tudo começou quando o militar Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança de Bolsonaro, foi parado em uma blitz com uma pistola nove milímetros registrada em nome do ex-presidente. Segundo o militar, ele estava levando a arma para ser consertada de acordo com pedido de Bolsonaro. A defesa dele alegou que a equipe do ex-presidente inutilizou a arma por preocupações com a segurança dele, e Bolsonaro, sem saber, encontrou a pistola e pediu que ela fosse reparada.
O período de 90 dias de prisão domiciliar do ex-presidente termina nesta quinta-feira (25). Embora o ex-presidente tenha apresentado melhora clínica enquanto esteve em casa, a defesa dele apresentou pedido na terça (23) para que ele continue em prisão domiciliar.