Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal na terça-feira (23), o ex-presidente Jair Bolsonaro justificou a posse de uma pistola Glock 9mm em sua residência, sob argumento de que não poderia ficar desarmado porque estava com três mulheres em casa.
“Tinha três mulheres em casa e eu não podia ficar desarmado”, disse Bolsonaro em depoimento à polícia.

O episódio gerou uma crise jurídica decisiva. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, classificou a situação como “falta grave” e deu 48 horas para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar.
Moraes questionou o motivo de o armamento ter sido enviado para reparo justamente às vésperas da análise da prorrogação de sua prisão domiciliar humanitária.
Pela Lei de Execuções Penais, uma falta grave pode resultar na cassação imediata do benefício. Com isso, o ministro deve decidir na quinta-feira (25) se mantém o regime domiciliar ou se determina o retorno de Bolsonaro ao regime fechado, onde cumpre pena de 27 anos e três meses no processo da trama golpista.