
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta quarta-feira (15/4) que o irmão de Michelle Bolsonaro, Carlos Eduardo Torres, seja cuidador do ex-presidente e faça visitas permanentes durante a prisão domiciliar.
De acordo com Moraes, visitas permanentes foram autorizadas de forma excepcional a profissionais que exercem o trabalho na casa de Bolsonaro, como médicos, enfermeiros e fisioterapeutas. Demais visitantes foram restringidos por recomendação médica, para a recuperação do ex-presidente.
Para Moraes, o irmão de Michelle não é profissional da área da saúde e por isso não deve ser uma exceção. O ministro escreveu em seu despacho: “Não há justificativa para exceção em relação a Carlos Eduardo Antunes Torres, quando a própria defesa admite não ser profissional da área da saúde e que sua presença não se destina a cuidados médicos diretos ao apenado, mas sim ao auxílio em tarefas domésticas e familiares. Mesmo porque, além dos funcionários da própria residência, o custodiado encontra-se 24 (vinte e quatro) horas por dia com seguranças fornecidos pelo próprio Estado brasileiro”.
Moraes concedeu prisão domiciliar de 90 dias a Bolsonaro, após internação do ex-presidente para tratar de broncopneumonia bacteriana. No começo do mês, a defesa de Bolsonaro pediu que o irmão de Michelle tivesse acesso à casa para ajudar em cuidados diários, o que Moraes questionou. A defesa respondeu que ele não tinha preparo técnico na área da saúde, mas que era uma “pessoa de confiança da família”.