A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou o pedido de investigação contra o ministro Gilmar Mendes por suposta homofobia em declarações envolvendo o ex-governador Romeu Zema. O órgão entendeu que não houve crime nem violação a direitos da população LGBTQIA+.

A controvérsia começou após Gilmar reagir a críticas de Zema ao Supremo Tribunal Federal. Em entrevista, o ministro questionou se seria ofensivo criar “bonecos de Zema como homossexual” ou associá-lo a crimes, ao criticar o uso de sátiras contra autoridades.
A fala gerou forte repercussão. Posteriormente, Gilmar reconheceu que a declaração foi “inadequada”, pediu desculpas e admitiu erro ao tratar a homossexualidade como algo negativo.
Zema reagiu publicamente e acusou o ministro de ultrapassar limites e criticou a comparação. O embate teve origem em um vídeo publicado pelo ex-governador, no qual Gilmar e o ministro Dias Toffoli aparecem satirizados como “fantoches”, em meio a críticas ao Judiciário.
Após o episódio, Gilmar solicitou ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no inquérito das fake news, sob alegação de ataques à honra da Corte, pedido ainda em análise.
O caso evidencia a escalada de tensões entre Judiciário e lideranças políticas, marcada por trocas públicas de acusações.