Polícia investiga se mulher usou crise do metanol para matar marido envenenado

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O empresário Pedro Rodrigues Alves (Foto: Reprodução/Redes sociais).

A Polícia de Santa Catarina investiga o caso de uma mulher suspeita de matar o marido envenenado em Videira, no oeste do estado. Ela teria usado a crise do metanol do ano passado para colocar veneno na cerveja dele.

O empresário do ramo funerário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, morreu em 15 de fevereiro, após passar 10 dias internado no hospital. Segundo perícia, a vítima foi envenenada ao longo de um mês com o uso de três substâncias tóxicas diferentes. A esposa dele e o amante são suspeitos do caso e estão presos preventivamente. Os dois foram indiciados na quarta-feira (13).

Segundo a investigação, entre janeiro de 2026 e a internação do empresário, a esposa teria adicionado metanol na cerveja dele, e misturado soda cáustica e o agrotóxico “chumbinho” aos remédios que ele tomava. Ela também teria pago um enfermeiro da UTI do hospital para receber informações privilegiadas sobre o estado de saúde da vítima durante a internação. O profissional responde a processo administrativo no hospital.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, ela teria planejado o crime em coincidência com o período da crise do metanol, no último trimestre de 2025. A “crise do metanol” foi um surto de intoxicação grave ocorrido no Brasil no ano passado, provocado pela ingestão de bebidas alcóolicas adulteradas com metanol. Dezenas de mortes e internações ocorreram em vários estados.