O Reino Unido anunciou nesta segunda-feira (15) que irá proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. A medida, considerada uma das mais rígidas do mundo, foi confirmada pelo primeiro-ministro Keir Starmer, que afirmou que as mudanças vão “devolver a infância às crianças”.

A proibição atingirá plataformas como Instagram, TikTok, Facebook, Snapchat, YouTube e X. O governo britânico também pretende restringir transmissões ao vivo e impedir que menores tenham contato com desconhecidos em plataformas de jogos. Aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Signal, ficarão de fora das restrições.
Segundo Starmer, a decisão foi inspirada no modelo adotado pela Austrália e busca aumentar a segurança de crianças e adolescentes no ambiente digital.
No Brasil, o debate sobre o uso de redes sociais por menores também tem ganhado força. Projetos em discussão no Congresso Nacional propõem regras mais rígidas para plataformas digitais, incluindo mecanismos de verificação de idade e maior controle parental, mas ainda não há uma proibição semelhante à anunciada pelos britânicos.
A iniciativa do Reino Unido pode aumentar a pressão por mudanças na legislação brasileira em meio às discussões sobre os impactos das redes sociais na saúde mental, na segurança e no desenvolvimento de crianças e adolescentes.