A decisão do Tribunal Superior Eleitoral que tornou o ex-governador Cláudio Castro inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 amplia um cenário recorrente na política do Rio de Janeiro: o alto número de ex-chefes do Executivo atingidos por sanções judiciais.

Com o novo caso, o estado soma ao menos sete ex-governadores que enfrentaram períodos de inelegibilidade nas últimas décadas, em episódios que envolvem corrupção, improbidade administrativa e irregularidades eleitorais.
Entre os nomes, está Wilson Witzel, que sofreu impeachment e teve a candidatura barrada em 2022 por falhas na prestação de contas. Já Sérgio Cabral foi condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro em desdobramentos da Operação Lava Jato, o que o enquadrou na Lei da Ficha Limpa.
Outro caso emblemático é o de Luiz Fernando Pezão, declarado inelegível por abuso de poder nas eleições de 2014, embora tenha recuperado direitos políticos posteriormente e voltado à vida pública. O ex-governador em exercício à época, Francisco Dornelles, também foi atingido pelas mesmas decisões.
A lista inclui ainda Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, ambos condenados por abuso de poder e irregularidades em programas sociais com fins eleitorais.
O episódio mais recente, envolvendo Cláudio Castro, aponta para o uso indevido de estruturas públicas durante a campanha, como a Fundação Ceperj e a Uerj, para favorecer sua reeleição. A punição pode deixá-lo fora das disputas eleitorais por até oito anos.
O histórico reforça um padrão de instabilidade política no estado, marcado por sucessivas crises e intervenções judiciais que impactam diretamente a governabilidade e a confiança da população nas instituições.