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Crise da memória RAM: alta nos preços pode prejudicar o mercado de computadores, celulares e videogames; entenda

Os preços das memórias RAM e dos SSDs dispararam nos últimos meses e transformaram a atualização de computadores em um gasto pesado para o consumidor. Em alguns casos, a alta acumulada chega a 200% ou até 400% em comparação com valores praticados no início de 2024. Especialistas apontam que a situação deve persistir ao longo de 2026, com possível alívio apenas a partir de 2027.

Segundo a consultoria International Data Corporation (IDC), o atual cenário é resultado de um desequilíbrio na indústria global de semicondutores, provocado principalmente pela forte expansão da inteligência artificial (IA).

Corrida pela IA reduz oferta para PCs

A crescente demanda por infraestrutura de IA levou empresas como Google, Microsoft e NVIDIA a investir pesado em servidores de alto desempenho. Como a capacidade de produção de chips é limitada, fabricantes de memória passaram a priorizar contratos voltados a data centers.

Gigantes do setor, como Samsung e SK Hynix, concentraram esforços na produção de memórias de alta largura de banda (HBM), usadas em aplicações de IA, reduzindo a oferta de módulos convencionais DDR4 e DDR5 (memórias de usos caseiros) para computadores pessoais. Com menos produtos disponíveis no varejo, os preços subiram rapidamente.

Transição tecnológica agrava escassez

Além da pressão causada pela IA, o setor passa por uma mudança estrutural: a migração do padrão DDR4 para o DDR5. A atualização exige investimentos em novas linhas de produção, o que diminui ainda mais a disponibilidade dos modelos antigos, ainda amplamente usados.

(Foto: reprodução)

Como a fabricação global de DRAM é concentrada em poucas empresas, cortes estratégicos na produção para evitar excesso de estoque também contribuem para manter os preços elevados.

Alta histórica nos valores

Os números mostram o impacto direto no bolso do consumidor. Um módulo DDR4 de 16 GB, que custava entre R$ 220 e R$ 280 no começo de 2024, chegou a ser vendido por até R$ 950 em janeiro de 2026. Já a versão DDR5 de mesma capacidade, que custava até R$ 450 há dois anos, passou a ser encontrada por valores entre R$ 1.800 e R$ 2.500.


Leia mais

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Com isso, upgrades que antes eram considerados simples passaram a representar uma parcela significativa no orçamento de quem monta ou atualiza um PC.

Impacto vai além dos computadores

O encarecimento da memória não afeta apenas desktops e notebooks. A IDC projeta que o mercado global de PCs pode registrar queda de 8,9% nas vendas em 2026, reflexo do aumento de preços e da menor oferta de produtos.

Fabricantes já começam a repassar custos ao consumidor, com reajustes estimados entre 6% e 8%. Empresas com maior poder financeiro e contratos robustos, como Apple, tendem a atravessar o período com menos dificuldades, enquanto marcas menores enfrentam margens mais apertadas.

O mercado de smartphones também pode sofrer alta média de preços entre 6% e 8%, além de retração nas vendas globais. Já no segmento de consoles, a escassez de chips pode pressionar valores e até impactar cronogramas de lançamento, incluindo possíveis atrasos em futuros projetos da Sony, como o PlayStation 6, que teve seu lançamento adiado de 2027 para o natal de 2028.

Vale a pena comprar agora?

Analistas avaliam que 2026 deve marcar o pico da escassez. Embora haja sinais de estabilização nos estoques no início do ano, uma queda consistente nos preços é esperada apenas a partir de meados de 2027, com possível normalização em 2028.

(Foto: Reprodução/Unplash)

Para quem não precisa de upgrade imediato, a recomendação é adiar a compra. Já quem depende do equipamento para trabalho ou estudo deve pesquisar preços com atenção e considerar promoções, especialmente de módulos DDR4, que ainda aparecem com maior frequência no varejo.

Enquanto o mercado não se ajusta, a alternativa para muitos usuários tem sido otimizar o desempenho do computador atual e aguardar um cenário mais favorável para investir em novos componentes.

*Com informações do TechTudo e Olhar Digital.

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Os preços das memórias RAM e dos SSDs dispararam nos últimos meses e transformaram a atualização de computadores em um gasto pesado para o consumidor. Em alguns casos, a alta acumulada chega a 200% ou até 400% em comparação com valores praticados no início de 2024. Especialistas apontam que a situação deve persistir ao longo de 2026, com possível alívio apenas a partir de 2027.

Segundo a consultoria International Data Corporation (IDC), o atual cenário é resultado de um desequilíbrio na indústria global de semicondutores, provocado principalmente pela forte expansão da inteligência artificial (IA).

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Gigantes do setor, como Samsung e SK Hynix, concentraram esforços na produção de memórias de alta largura de banda (HBM), usadas em aplicações de IA, reduzindo a oferta de módulos convencionais DDR4 e DDR5 (memórias de usos caseiros) para computadores pessoais. Com menos produtos disponíveis no varejo, os preços subiram rapidamente.

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(Foto: reprodução)

Como a fabricação global de DRAM é concentrada em poucas empresas, cortes estratégicos na produção para evitar excesso de estoque também contribuem para manter os preços elevados.

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Os números mostram o impacto direto no bolso do consumidor. Um módulo DDR4 de 16 GB, que custava entre R$ 220 e R$ 280 no começo de 2024, chegou a ser vendido por até R$ 950 em janeiro de 2026. Já a versão DDR5 de mesma capacidade, que custava até R$ 450 há dois anos, passou a ser encontrada por valores entre R$ 1.800 e R$ 2.500.


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