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IA ajuda cientistas a fazer olhos reagirem à luz horas após a morte em estudo

A inteligência artificial teve papel decisivo em um estudo que conseguiu fazer olhos de porcos e de humanos voltarem a responder à luz horas após a morte. A pesquisa, publicada na plataforma bioRxiv, foi conduzida por cientistas dos Estados Unidos e representa um avanço nas pesquisas sobre transplantes de olhos e tratamentos para doenças que causam cegueira.

O experimento utilizou um equipamento chamado ECaBox, uma espécie de UTI portátil desenvolvida exclusivamente para preservar o olho. O sistema bombeia um líquido rico em oxigênio e nutrientes por meio da principal artéria do órgão, além de controlar a pressão e a temperatura para manter os tecidos em condições semelhantes às do organismo vivo.

A inteligência artificial foi empregada em duas etapas fundamentais do estudo. Primeiro, os pesquisadores utilizaram um sistema capaz de criar um mapa tridimensional dos vasos sanguíneos do olho, garantindo que a solução nutritiva chegasse a todas as regiões do órgão. Em seguida, outro modelo de IA analisou imagens das células da retina e classificou o nível de preservação dos tecidos, confirmando que os olhos mantidos no ECaBox apresentavam muito menos danos do que aqueles armazenados em gelo.

Os resultados surpreenderam os pesquisadores. Em olhos de porcos, a atividade elétrica ligada à visão voltou a ser registrada entre 10 e 12 horas após a morte. Já em olhos de doadores humanos, obtidos entre seis e dez horas após o óbito, as células da retina também responderam à luz, demonstrando que o tecido permaneceu viável por mais tempo do que se imaginava.


Saiba mais: 

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O que o estudo pode mudar?

Segundo os cientistas, a descoberta pode abrir caminho para o desenvolvimento de técnicas de transplante do olho inteiro, uma possibilidade que ainda não existe na medicina. A tecnologia também poderá facilitar a criação de novos medicamentos para doenças oculares, permitindo testes em olhos preservados em laboratório e reduzindo a necessidade do uso de animais nas fases iniciais das pesquisas.

Além disso, como a retina faz parte do sistema nervoso central, entender como manter esse tecido funcional após a morte pode contribuir para estudos sobre formas de proteger o cérebro depois de paradas cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e outras lesões neurológicas.

Os pesquisadores ressaltam que a técnica ainda está em fase experimental e que novos estudos serão necessários para avaliar a possibilidade de aplicação clínica no futuro.

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A inteligência artificial teve papel decisivo em um estudo que conseguiu fazer olhos de porcos e de humanos voltarem a responder à luz horas após a morte. A pesquisa, publicada na plataforma bioRxiv, foi conduzida por cientistas dos Estados Unidos e representa um avanço nas pesquisas sobre transplantes de olhos e tratamentos para doenças que causam cegueira.

O experimento utilizou um equipamento chamado ECaBox, uma espécie de UTI portátil desenvolvida exclusivamente para preservar o olho. O sistema bombeia um líquido rico em oxigênio e nutrientes por meio da principal artéria do órgão, além de controlar a pressão e a temperatura para manter os tecidos em condições semelhantes às do organismo vivo.

A inteligência artificial foi empregada em duas etapas fundamentais do estudo. Primeiro, os pesquisadores utilizaram um sistema capaz de criar um mapa tridimensional dos vasos sanguíneos do olho, garantindo que a solução nutritiva chegasse a todas as regiões do órgão. Em seguida, outro modelo de IA analisou imagens das células da retina e classificou o nível de preservação dos tecidos, confirmando que os olhos mantidos no ECaBox apresentavam muito menos danos do que aqueles armazenados em gelo.

Os resultados surpreenderam os pesquisadores. Em olhos de porcos, a atividade elétrica ligada à visão voltou a ser registrada entre 10 e 12 horas após a morte. Já em olhos de doadores humanos, obtidos entre seis e dez horas após o óbito, as células da retina também responderam à luz, demonstrando que o tecido permaneceu viável por mais tempo do que se imaginava.


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Além disso, como a retina faz parte do sistema nervoso central, entender como manter esse tecido funcional após a morte pode contribuir para estudos sobre formas de proteger o cérebro depois de paradas cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e outras lesões neurológicas.

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