A greve dos motoristas de ônibus de Palmas, iniciada nesta terça-feira (3/11), voltou a causar transtornos à população e aumentou a cobrança por providências da Prefeitura. A paralisação afetou o transporte coletivo e deixou passageiros com dificuldades para chegar ao trabalho e a outros compromissos.
Os trabalhadores da Sancetur, empresa responsável pela operação dos ônibus, reivindicam o cumprimento do piso salarial previsto na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026 e melhores condições de trabalho. Entre as reclamações do sindicato estão a falta de banheiros e bebedouros nas estações, descontos considerados indevidos e problemas no cumprimento das jornadas.
Esta é a segunda paralisação em menos de dois meses. Em setembro, motoristas interromperam parte do serviço para cobrar um adiantamento salarial atrasado. Na ocasião, o sindicato também alegou atrasos nos repasses da Prefeitura à empresa, informação não confirmada pela administração municipal.
Para reduzir os impactos, a Prefeitura acionou a Justiça e obteve decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) determinando a circulação de pelo menos 80% dos ônibus nos horários de pico e 70% nos demais períodos.
Em nota, a gestão municipal afirmou que as reivindicações trabalhistas são de responsabilidade da empresa e dos motoristas. No entanto, a administração continua responsável por acompanhar e fiscalizar o transporte coletivo, mesmo quando executado por empresa contratada.
A repetição das paralisações levanta questionamentos sobre as medidas para evitar novas interrupções. A Prefeitura ainda precisa esclarecer se os repasses à Sancetur estão regularizados, quais fiscalizações foram realizadas e se há plano para garantir a continuidade do serviço.
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Íntegra da nota da Prefeitura de Palmas
A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte Público (Semobt), informa que o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) concedeu liminar favorável ao Município para garantir a operação do transporte coletivo, após o anúncio de paralisação dos motoristas pelo Sindicato dos Motoristas do Estado do Tocantins (Sintromet), prevista para esta terça-feira, 3 de novembro.
A Prefeitura de Palmas reforça que as reivindicações trabalhistas não têm relação direta com o Município, uma vez que os funcionários são contratados pela concessionária responsável pela operação do sistema, a Santa Cecília Turismo Ltda. No entanto, para evitar prejuízos aos cerca de 60 mil passageiros que utilizam o transporte público diariamente, o Município ajuizou pedido de tutela antecipada de urgência.
A decisão estabelece a manutenção e circulação de, no mínimo, 80% da frota de ônibus e do quadro de motoristas nos horários de pico, compreendidos entre 5h30 e 8h30 e entre 17h e 20h. Nos demais horários, o percentual mínimo determinado é de 70%. A medida abrange todas as linhas e itinerários regulares do sistema de transporte coletivo urbano de Palmas, sem interrupção do serviço abaixo dos percentuais estabelecidos.
A Prefeitura reafirma seu compromisso com a qualidade do transporte coletivo e com a oferta de um serviço adequado à população, que conta com frota nova, acessibilidade, ar-condicionado e conexão à internet, além da gratuidade aos finais de semana e feriados. O Município também espera que o sindicato e a concessionária busquem o entendimento por meio do diálogo e da negociação, de forma que as questões trabalhistas sejam resolvidas sem causar prejuízos à população e sem comprometer a continuidade do serviço.
