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PM’s são presos suspeitos de assassinar músico em Guaraí, no Tocantins

Três policiais militares de Guaraí, no Tocantins, foram detidos na última sexta-feira, 1/12, sob suspeitas de envolvimento no homicídio do músico Joan Braga dos Reis, de 33 anos. Conforme autoridades da Polícia Civil, o crime ocorreu em Guaraí no mês de abril deste ano, e os PMs também são acusados ​​de abandonar o corpo de Joan às margens da BR-235.

O 2º sargento Leonardo Lemos Macedo e os soldados Maycon Douglas Monteiro e José Marcos Almeida da Silva são os militares suspeitos de envolvimento na morte do músico Joan Braga dos Reis, de 33 anos. 

Joan Braga dos Reis teria sido morto por policiais — Foto: Arquivo Pessoal

A Polícia Militar informou que eles estão à disposição da Justiça e que uma investigação interna está em andamento para apurar a conduta dos militares envolvidos (veja a nota completa abaixo).

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Joan, que não tinha histórico criminal e sofria sequelas de um acidente anterior, saiu de Luzimangues, distrito de Porto Nacional, para visitar uma família em Centenário. Ao chegar em Guaraí, ele teria um surto psicótico, relacionado às consequências do acidente.

Vagando pela cidade, Joan teria entrado em carros abertos, causando danos leves em um dos veículos enquanto tentava ligá-lo. Um PM aposentado o abordou e chamou os policiais do 7º Batalhão da Polícia Militar de Guaraí. Após esta intervenção, Joan não foi mais visto.

Sede do 7º BPM em Guaraí — Foto: Ascom 7º BPM/Divulgação

O corpo do músico foi descoberto cinco dias depois, em estado avançado de decomposição, nas proximidades da BR-153 entre Guaraí e Tabocão. A 5ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado transferiu as investigações, as quais determinaram a materialidade, a autoria e as circunstâncias dos delitos, apontando a participação dos militares na morte de Joan, além da ocultação do cadáver e ações específicas para elidir suas responsabilidades pelos crimes.

O Ministério Público Estadual (MPTO) comunicou que obteve na Justiça o afastamento dos policiais militares de suas funções na corporação e exigiu a entrega de suas armas.

Além disso, o MPTO detalhou que tanto o sistema de monitoramento da via utilizado pelos policiais no dia do crime quanto as câmeras de segurança instaladas na cidade indicaram que o veículo percorreu o mesmo trajeto até o local onde o corpo de Joan foi posteriormente encontrado, cinco dias após seu desaparecimento, já em estado avançado de conclusão. Testemunhas também afirmaram ter avistado a vítima dentro da viatura.

O advogado Paulo Roberto da Silva, responsável pela defesa dos militares, alegou que não teve acesso aos automóveis, mas garantiu que apresentará provas que demonstram a inocência dos seus clientes em relação às acusações de envolvimento nas mortes.

Os policiais permaneceram detidos preventivamente no Comando da Polícia Militar de Guaraí e enfrentaram acusações de homicídio doloso elevado, ocultação de cadáver e fraude processual.

O que diz a PM

A Polícia Militar do Tocantins esclarece que acompanhou e prestou apoio às investigações que culminaram no indiciamento e prisão de três policiais militares na manhã desta sexta-feira, pelo homicídio de Joan Braga dos Reis. Os policiais encontram-se à disposição da justiça, em uma unidade da Polícia Militar.

Os policiais indiciados, ao tomarem conhecimento do Mandado de Prisão, por meio de seus advogados, prontamente apresentaram-se ao Comando da Unidade onde encontram-se lotados, a qual também apura procedimento sobre a conduta dos policiais envolvidos.

A Polícia Militar reafirma à sociedade seu compromisso com a legalidade e imparcialidade no exercício de sua nobre função pública.

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Três policiais militares de Guaraí, no Tocantins, foram detidos na última sexta-feira, 1/12, sob suspeitas de envolvimento no homicídio do músico Joan Braga dos Reis, de 33 anos. Conforme autoridades da Polícia Civil, o crime ocorreu em Guaraí no mês de abril deste ano, e os PMs também são acusados ​​de abandonar o corpo de Joan às margens da BR-235.

O 2º sargento Leonardo Lemos Macedo e os soldados Maycon Douglas Monteiro e José Marcos Almeida da Silva são os militares suspeitos de envolvimento na morte do músico Joan Braga dos Reis, de 33 anos. 

Joan Braga dos Reis teria sido morto por policiais — Foto: Arquivo Pessoal

A Polícia Militar informou que eles estão à disposição da Justiça e que uma investigação interna está em andamento para apurar a conduta dos militares envolvidos (veja a nota completa abaixo).

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Joan, que não tinha histórico criminal e sofria sequelas de um acidente anterior, saiu de Luzimangues, distrito de Porto Nacional, para visitar uma família em Centenário. Ao chegar em Guaraí, ele teria um surto psicótico, relacionado às consequências do acidente.

Vagando pela cidade, Joan teria entrado em carros abertos, causando danos leves em um dos veículos enquanto tentava ligá-lo. Um PM aposentado o abordou e chamou os policiais do 7º Batalhão da Polícia Militar de Guaraí. Após esta intervenção, Joan não foi mais visto.

Sede do 7º BPM em Guaraí — Foto: Ascom 7º BPM/Divulgação

O corpo do músico foi descoberto cinco dias depois, em estado avançado de decomposição, nas proximidades da BR-153 entre Guaraí e Tabocão. A 5ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado transferiu as investigações, as quais determinaram a materialidade, a autoria e as circunstâncias dos delitos, apontando a participação dos militares na morte de Joan, além da ocultação do cadáver e ações específicas para elidir suas responsabilidades pelos crimes.

O Ministério Público Estadual (MPTO) comunicou que obteve na Justiça o afastamento dos policiais militares de suas funções na corporação e exigiu a entrega de suas armas.

Além disso, o MPTO detalhou que tanto o sistema de monitoramento da via utilizado pelos policiais no dia do crime quanto as câmeras de segurança instaladas na cidade indicaram que o veículo percorreu o mesmo trajeto até o local onde o corpo de Joan foi posteriormente encontrado, cinco dias após seu desaparecimento, já em estado avançado de conclusão. Testemunhas também afirmaram ter avistado a vítima dentro da viatura.

O advogado Paulo Roberto da Silva, responsável pela defesa dos militares, alegou que não teve acesso aos automóveis, mas garantiu que apresentará provas que demonstram a inocência dos seus clientes em relação às acusações de envolvimento nas mortes.

Os policiais permaneceram detidos preventivamente no Comando da Polícia Militar de Guaraí e enfrentaram acusações de homicídio doloso elevado, ocultação de cadáver e fraude processual.

O que diz a PM

A Polícia Militar do Tocantins esclarece que acompanhou e prestou apoio às investigações que culminaram no indiciamento e prisão de três policiais militares na manhã desta sexta-feira, pelo homicídio de Joan Braga dos Reis. Os policiais encontram-se à disposição da justiça, em uma unidade da Polícia Militar.

Os policiais indiciados, ao tomarem conhecimento do Mandado de Prisão, por meio de seus advogados, prontamente apresentaram-se ao Comando da Unidade onde encontram-se lotados, a qual também apura procedimento sobre a conduta dos policiais envolvidos.

A Polícia Militar reafirma à sociedade seu compromisso com a legalidade e imparcialidade no exercício de sua nobre função pública.

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