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Além da nova província, 5 de setembro também celebra o Dia da Amazônia

O 5 de setembro não marca apenas a Elevação do Amazonas à categoria de Província, garantindo a independência do Estado do então Grão -Pará, mas também, desde 2007, celebra o Dia da Amazônia, data para lembrar da importância do maior bioma em biodiversidade do planeta, presente em nove países da América do Sul, com mais da metade de sua área em território brasileiro.

Símbolo maior deste bioma, a Floresta Amazônica é essencial para o equilíbrio climático, funciona como reservatório natural de carbono e abriga comunidades tradicionais e povos indígenas. A data busca chamar a atenção para a necessidade de preservação diante das ameaças do desmatamento e das queimadas, diz nota do Senado Federal.

Em termos absolutos, a Amazônia abriga mais de 50% das florestas tropicais remanescentes no mundo.  Estima-se que mais de 40 mil espécies de plantas e 400 povos indígenas vivam na região.

Mas, junto à riqueza, há sérios problemas. O desmatamento avança. Somente em 2024, milhares de hectares foram perdidos. A grilagem de terras, o garimpo ilegal e os incêndios florestais ameaçam ecossistemas e comunidades inteiras.

A floresta tem papel vital no equilíbrio climático global. Ela regula o ciclo das chuvas, armazena carbono e influência o regime hídrico de várias regiões do Brasil e da América do Sul.

A exploração predatória coloca tudo isso em risco. O uso sustentável da floresta ainda é um desafio. No entanto, também é uma oportunidade.

A bioeconomia é uma aposta para o futuro. O extrativismo responsável, o turismo ecológico e o conhecimento tradicional dos povos da floresta podem gerar renda e conservar a biodiversidade.


Saiba mais:

 

Floresta alagada cumpre ciclo mundial

Além da floresta exuberante, o bioma também é caracterizado pela Bacia Amazônica, que abriga  18% da água doce que chega aos oceanos e distribui umidade para outras regiões da América do Sul por meio dos chamados “rios voadores”, que são grandes volumes de vapor d’água liberados pelas árvores e transportados por circulações atmosféricas, que ajudam a formar chuvas em áreas distantes.
Aproximadamente um terço da Amazônia é formada por áreas úmidas, incluindo as várzeas e os igapós, compondo paisagens que se estendem por centenas de milhares de quilômetros quadrados.

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Jochen Schöngart destaca a importância das áreas úmidas não apenas como ecossistemas de riqueza natural, cultural e econômica para toda a região, mas também por outros benefícios que prestam à sociedade.

“Paisagens úmidas fornecem serviços ecossistêmicos vitais para a sociedade e diversos setores públicos e privados, como armazenar e purificar a água, tamponar a descarga dos rios mitigando cheias e secas severas, recarregar as águas subterrâneas, além de reter sedimentos e manter os ciclos biogeoquímicos”, explicou. 

Amazônia e a COP-30

Com a proximidade da COP 30, que acontece no mês de novembro em Belém (PA), o mundo voltará a atenção para a Amazônia. Mais do que palco do encontro, a região será apresentada como peça-chave para o equilíbrio climático global, reforçando a urgência em proteger as áreas úmidas da Amazônia, cujo impacto afeta diretamente o cotidiano de milhões de pessoas, dentro e fora do Brasil.

“Precisamos ter uma visão holística que engloba aspectos paisagísticos, ecológicos, econômicos, sociais, culturais e políticos para desenvolver estratégias de conservação e proteção. A ciência ainda necessita de informações sobre como as paisagens úmidas amazônicas respondem e se adaptam à intensificação do ciclo hidrológico”, afirma o pesquisador.

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O 5 de setembro não marca apenas a Elevação do Amazonas à categoria de Província, garantindo a independência do Estado do então Grão -Pará, mas também, desde 2007, celebra o Dia da Amazônia, data para lembrar da importância do maior bioma em biodiversidade do planeta, presente em nove países da América do Sul, com mais da metade de sua área em território brasileiro.

Símbolo maior deste bioma, a Floresta Amazônica é essencial para o equilíbrio climático, funciona como reservatório natural de carbono e abriga comunidades tradicionais e povos indígenas. A data busca chamar a atenção para a necessidade de preservação diante das ameaças do desmatamento e das queimadas, diz nota do Senado Federal.

Em termos absolutos, a Amazônia abriga mais de 50% das florestas tropicais remanescentes no mundo.  Estima-se que mais de 40 mil espécies de plantas e 400 povos indígenas vivam na região.

Mas, junto à riqueza, há sérios problemas. O desmatamento avança. Somente em 2024, milhares de hectares foram perdidos. A grilagem de terras, o garimpo ilegal e os incêndios florestais ameaçam ecossistemas e comunidades inteiras.

A floresta tem papel vital no equilíbrio climático global. Ela regula o ciclo das chuvas, armazena carbono e influência o regime hídrico de várias regiões do Brasil e da América do Sul.

A exploração predatória coloca tudo isso em risco. O uso sustentável da floresta ainda é um desafio. No entanto, também é uma oportunidade.

A bioeconomia é uma aposta para o futuro. O extrativismo responsável, o turismo ecológico e o conhecimento tradicional dos povos da floresta podem gerar renda e conservar a biodiversidade.


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Aproximadamente um terço da Amazônia é formada por áreas úmidas, incluindo as várzeas e os igapós, compondo paisagens que se estendem por centenas de milhares de quilômetros quadrados.

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Jochen Schöngart destaca a importância das áreas úmidas não apenas como ecossistemas de riqueza natural, cultural e econômica para toda a região, mas também por outros benefícios que prestam à sociedade.

“Paisagens úmidas fornecem serviços ecossistêmicos vitais para a sociedade e diversos setores públicos e privados, como armazenar e purificar a água, tamponar a descarga dos rios mitigando cheias e secas severas, recarregar as águas subterrâneas, além de reter sedimentos e manter os ciclos biogeoquímicos”, explicou. 

Amazônia e a COP-30

Com a proximidade da COP 30, que acontece no mês de novembro em Belém (PA), o mundo voltará a atenção para a Amazônia. Mais do que palco do encontro, a região será apresentada como peça-chave para o equilíbrio climático global, reforçando a urgência em proteger as áreas úmidas da Amazônia, cujo impacto afeta diretamente o cotidiano de milhões de pessoas, dentro e fora do Brasil.

“Precisamos ter uma visão holística que engloba aspectos paisagísticos, ecológicos, econômicos, sociais, culturais e políticos para desenvolver estratégias de conservação e proteção. A ciência ainda necessita de informações sobre como as paisagens úmidas amazônicas respondem e se adaptam à intensificação do ciclo hidrológico”, afirma o pesquisador.

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