Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Diploma de Jornalismo: Sindijor-AM diz que fim da exigência trouxe perdas à categoria

O debate sobre a exigência de diploma de nível superior para o exercício do jornalismo voltou à pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) e reacendeu uma antiga reivindicação da categoria. Em entrevista ao programa Onda News, nesta quinta-feira (20/8), o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas (Sindijor-AM), Wilson Reis, afirmou que o fim da obrigatoriedade do diploma trouxe prejuízos para os profissionais e para a qualidade da informação produzida no país.

A exigência do diploma foi derrubada pelo STF em 2009, em decisão relatada pelo ministro Gilmar Mendes. Agora, a possibilidade de rediscutir o tema voltou ao debate na Corte após manifestações dos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, com anuência de Gilmar Mendes.

Para Wilson Reis, a retomada da discussão é resultado da mobilização da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e dos sindicatos da categoria, que há anos defendem mudanças nas regras para o exercício da profissão.

“Todo mundo da categoria no Brasil considerou um equívoco que teria consequências negativas, e o tempo comprovou isso”, afirmou.

Queda na qualidade e preocupação com a ética

Segundo o presidente do Sindijor-AM, uma das principais consequências da decisão de 2009 teria sido a redução da qualidade da produção jornalística. Ele argumenta que a formação superior não se limita ao aprendizado de técnicas, mas também envolve ética, responsabilidade profissional e conhecimento sobre diferentes áreas da sociedade.

“O problema atinge a vértebra central do jornalismo, que é produzir algo de qualidade, porque isso gera credibilidade ou não junto à sociedade”, declarou.

Reis também destacou a importância da formação acadêmica para preparar o profissional para lidar com dilemas éticos e com as pressões econômicas existentes no mercado de comunicação.

Na avaliação dele, a graduação permite que o futuro jornalista tenha contato com discussões sobre ética profissional, além de conhecimentos que ultrapassam a produção de textos e reportagens.


Saiba mais: 

A força de quem está ao lado: as primeiras-damas viram cabos eleitorais na disputa

‘Não basta acordar e resolver ser jornalista’, diz presidente do Sindijor-AM


Mobilização pela volta do diploma

Wilson Reis lembrou que a categoria reagiu à decisão do STF desde 2009. Naquele período, ele era vice-presidente do Sindijor-AM e participou das mobilizações realizadas para tentar reverter a decisão.

Segundo ele, a mobilização nacional resultou na aprovação, pelo Senado Federal, de uma proposta para restabelecer a obrigatoriedade do diploma. A matéria, posteriormente, seguiu para a Câmara dos Deputados, mas não avançou da forma esperada pela categoria.

Para Reis, o cenário político e as mudanças nas relações trabalhistas contribuíram para dificultar a retomada da exigência.

Ele citou ainda a Reforma Trabalhista e o processo de enfraquecimento da organização sindical como fatores que afetaram diferentes categorias profissionais.

Regulamentação também está no debate

Além do diploma, o presidente do Sindijor-AM defendeu uma atualização das regras que regulamentam a profissão de jornalista.

Segundo Reis, o Decreto-Lei nº 83.284, de 1979, não acompanha as transformações pelas quais o jornalismo passou nas últimas décadas. Na época em que a regulamentação foi criada, não existiam portais de notícias, redes sociais e as atuais ferramentas digitais de produção e distribuição de conteúdo.

“O nosso decreto-lei que regulamenta a profissão é o 83.284, de 79. Ele caducou. De lá para cá, essas relações de trabalho se alteraram. Não existiam os portais de notícias nessa época”, afirmou.

O dirigente sindical também citou o movimento chamado “Ocupa Brasília”, realizado pela categoria em 2023 e 2024, como parte das iniciativas para tentar retomar as discussões sobre uma nova regulamentação junto ao Ministério do Trabalho.

“Qualquer um não pode ser jornalista”

Ao defender a necessidade de formação superior, Wilson Reis contestou a ideia de que qualquer pessoa poderia exercer a atividade jornalística sem uma preparação específica.

“Muita gente diz que qualquer um pode ser jornalista. Eu vou dizer para a categoria e para a sociedade: qualquer um não pode ser jornalista”, afirmou.

Para ele, o jornalista precisa ter uma formação ampla e dominar diferentes áreas do conhecimento. Reis citou ciência política, sociologia e até matemática como campos que podem contribuir para a atuação profissional.

Na avaliação do presidente do Sindijor-AM, o avanço tecnológico e a velocidade com que as informações circulam tornam ainda mais necessária a presença de profissionais preparados.

“Se há uma velocidade muito grande em função da nova forma de fazer jornalística, nós precisamos também ter cada vez mais profissionais formados com capacidade de responder a essas demandas atuais”, concluiu.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O debate sobre a exigência de diploma de nível superior para o exercício do jornalismo voltou à pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) e reacendeu uma antiga reivindicação da categoria. Em entrevista ao programa Onda News, nesta quinta-feira (20/8), o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas (Sindijor-AM), Wilson Reis, afirmou que o fim da obrigatoriedade do diploma trouxe prejuízos para os profissionais e para a qualidade da informação produzida no país.

A exigência do diploma foi derrubada pelo STF em 2009, em decisão relatada pelo ministro Gilmar Mendes. Agora, a possibilidade de rediscutir o tema voltou ao debate na Corte após manifestações dos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, com anuência de Gilmar Mendes.

Para Wilson Reis, a retomada da discussão é resultado da mobilização da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e dos sindicatos da categoria, que há anos defendem mudanças nas regras para o exercício da profissão.

“Todo mundo da categoria no Brasil considerou um equívoco que teria consequências negativas, e o tempo comprovou isso”, afirmou.

Queda na qualidade e preocupação com a ética

Segundo o presidente do Sindijor-AM, uma das principais consequências da decisão de 2009 teria sido a redução da qualidade da produção jornalística. Ele argumenta que a formação superior não se limita ao aprendizado de técnicas, mas também envolve ética, responsabilidade profissional e conhecimento sobre diferentes áreas da sociedade.

“O problema atinge a vértebra central do jornalismo, que é produzir algo de qualidade, porque isso gera credibilidade ou não junto à sociedade”, declarou.

Reis também destacou a importância da formação acadêmica para preparar o profissional para lidar com dilemas éticos e com as pressões econômicas existentes no mercado de comunicação.

Na avaliação dele, a graduação permite que o futuro jornalista tenha contato com discussões sobre ética profissional, além de conhecimentos que ultrapassam a produção de textos e reportagens.


Saiba mais: 

A força de quem está ao lado: as primeiras-damas viram cabos eleitorais na disputa

‘Não basta acordar e resolver ser jornalista’, diz presidente do Sindijor-AM


Mobilização pela volta do diploma

Wilson Reis lembrou que a categoria reagiu à decisão do STF desde 2009. Naquele período, ele era vice-presidente do Sindijor-AM e participou das mobilizações realizadas para tentar reverter a decisão.

Segundo ele, a mobilização nacional resultou na aprovação, pelo Senado Federal, de uma proposta para restabelecer a obrigatoriedade do diploma. A matéria, posteriormente, seguiu para a Câmara dos Deputados, mas não avançou da forma esperada pela categoria.

Para Reis, o cenário político e as mudanças nas relações trabalhistas contribuíram para dificultar a retomada da exigência.

Ele citou ainda a Reforma Trabalhista e o processo de enfraquecimento da organização sindical como fatores que afetaram diferentes categorias profissionais.

Regulamentação também está no debate

Além do diploma, o presidente do Sindijor-AM defendeu uma atualização das regras que regulamentam a profissão de jornalista.

Segundo Reis, o Decreto-Lei nº 83.284, de 1979, não acompanha as transformações pelas quais o jornalismo passou nas últimas décadas. Na época em que a regulamentação foi criada, não existiam portais de notícias, redes sociais e as atuais ferramentas digitais de produção e distribuição de conteúdo.

“O nosso decreto-lei que regulamenta a profissão é o 83.284, de 79. Ele caducou. De lá para cá, essas relações de trabalho se alteraram. Não existiam os portais de notícias nessa época”, afirmou.

O dirigente sindical também citou o movimento chamado “Ocupa Brasília”, realizado pela categoria em 2023 e 2024, como parte das iniciativas para tentar retomar as discussões sobre uma nova regulamentação junto ao Ministério do Trabalho.

“Qualquer um não pode ser jornalista”

Ao defender a necessidade de formação superior, Wilson Reis contestou a ideia de que qualquer pessoa poderia exercer a atividade jornalística sem uma preparação específica.

“Muita gente diz que qualquer um pode ser jornalista. Eu vou dizer para a categoria e para a sociedade: qualquer um não pode ser jornalista”, afirmou.

Para ele, o jornalista precisa ter uma formação ampla e dominar diferentes áreas do conhecimento. Reis citou ciência política, sociologia e até matemática como campos que podem contribuir para a atuação profissional.

Na avaliação do presidente do Sindijor-AM, o avanço tecnológico e a velocidade com que as informações circulam tornam ainda mais necessária a presença de profissionais preparados.

“Se há uma velocidade muito grande em função da nova forma de fazer jornalística, nós precisamos também ter cada vez mais profissionais formados com capacidade de responder a essas demandas atuais”, concluiu.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Saiba como denunciar aumento nas contas de energia no Amazonas

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) abriu um canal exclusivo para receber relatos de consumidores que identificaram aumento no valor das contas...

‘Não basta acordar e resolver ser jornalista’, diz presidente do Sindijor-AM

O fim da exigência do diploma para o exercício do jornalismo voltou ao centro do debate após um caso envolvendo um suposto jornalista no...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Senac abre cursos com mais de 600 vagas gratuitas no AM

O Senac Amazonas abriu inscrições para mais de 600 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional. As oportunidades integram o Programa Senac de Gratuidade...

Calor extremo no Amazonas exige atenção e aumenta riscos à saúde

As altas temperaturas registradas no Amazonas em agosto exigem atenção redobrada da população, principalmente dos grupos mais vulneráveis. A Secretaria de Estado de Saúde...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Greve do transporte especial chega ao fim com reajuste salarial

A greve dos trabalhadores do transporte especial de Manaus, representados pelo Sindespecial, chegou ao fim nesta quinta-feira (20), após acordo firmado durante as negociações...

“Não tem mais por que se falar em greve”, diz Sindicato dos Rodoviários de Manaus

A greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Manaus, prevista para a manhã desta quinta-feira (20), foi suspensa após um acordo entre o Sindicato...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Saiba como denunciar aumento nas contas de energia no Amazonas

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) abriu um canal exclusivo para receber relatos de consumidores que identificaram aumento no valor das contas...

‘Não basta acordar e resolver ser jornalista’, diz presidente do Sindijor-AM

O fim da exigência do diploma para o exercício do jornalismo voltou ao centro do debate após um caso envolvendo um suposto jornalista no...

Senac abre cursos com mais de 600 vagas gratuitas no AM

O Senac Amazonas abriu inscrições para mais de 600 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional. As oportunidades integram o Programa Senac de Gratuidade...

Calor extremo no Amazonas exige atenção e aumenta riscos à saúde

As altas temperaturas registradas no Amazonas em agosto exigem atenção redobrada da população, principalmente dos grupos mais vulneráveis. A Secretaria de Estado de Saúde...

Greve do transporte especial chega ao fim com reajuste salarial

A greve dos trabalhadores do transporte especial de Manaus, representados pelo Sindespecial, chegou ao fim nesta quinta-feira (20), após acordo firmado durante as negociações...

“Não tem mais por que se falar em greve”, diz Sindicato dos Rodoviários de Manaus

A greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Manaus, prevista para a manhã desta quinta-feira (20), foi suspensa após um acordo entre o Sindicato...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]