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‘Não basta acordar e resolver ser jornalista’, diz presidente do Sindijor-AM

O fim da exigência do diploma para o exercício do jornalismo voltou ao centro do debate após um caso envolvendo um suposto jornalista no Maranhão. A discussão foi abordada nesta quinta-feira (20/8), durante entrevista ao programa Onda News, pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas (Sindijor), Wilson Reis.

Ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2009, que derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, Reis afirmou que a retirada da exigência trouxe consequências negativas para a categoria.

Segundo o presidente do Sindijor-AM, a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa não deveriam ser confundidas com a ausência de critérios para o exercício profissional do jornalismo.

“Não basta acordar e resolver ser jornalista”, afirmou Wilson Reis ao defender que a atividade exige preparação e conhecimento técnico.

Formação profissional é necessária, diz sindicalista

Para Wilson Reis, a formação universitária não representa apenas uma exigência burocrática. Na avaliação dele, a graduação é fundamental para preparar o profissional para lidar com questões relacionadas à ética, responsabilidade e produção de informação.

“A questão da formação é necessária, do ponto de vista das instituições de ensino superior, porque se mostra necessária para refletir sobre aquilo em que nós vamos atuar no dia a dia, na realidade objetiva da sociedade”, declarou.

O sindicalista também destacou que o jornalista exerce uma função de interesse público, principalmente por atuar diretamente na produção de informações que ajudam a formar a opinião pública.

Segundo Reis, a atividade exige responsabilidade justamente porque as informações produzidas pelos profissionais podem influenciar decisões e debates na sociedade.


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Caso no Maranhão reacende discussão

A discussão sobre quem pode exercer o jornalismo ganhou novo impulso após um caso no Maranhão envolvendo um homem apontado como jornalista sem formação específica. Uma investigação teria chegado até uma suposta fonte utilizada por ele.

O episódio reacendeu questionamentos sobre os limites entre liberdade de expressão e exercício profissional do jornalismo.

Para Wilson Reis, a situação demonstra a importância de discutir novamente a regulamentação da profissão e os critérios necessários para que alguém seja reconhecido como jornalista profissional.

Na avaliação do presidente do Sindijor-AM, o profissional precisa ter preparo para avaliar não apenas aquilo que uma fonte declara, mas também o contexto e os interesses envolvidos.

“A gente tem que saber o que existe por trás, não só na declaração do meu entrevistado, mas o histórico dele, a quem ele defende, as ideias que ele representa”, afirmou.

Crítica à precarização da profissão

Além da questão do diploma, Wilson Reis relacionou o enfraquecimento da regulamentação profissional à precarização das condições de trabalho dos jornalistas.

Segundo ele, a categoria enfrenta dificuldades salariais e profissionais, com trabalhadores que precisam atuar em mais de um emprego para complementar a renda.

O presidente do sindicato também defendeu a importância da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, e afirmou que direitos como férias e décimo terceiro salário fazem parte das condições necessárias para que o trabalhador possa exercer sua função de maneira adequada.

Para Reis, a qualidade do jornalismo também está relacionada às condições oferecidas aos profissionais.

Sindicato defende Conselho Federal dos Jornalistas

Durante a entrevista, Wilson Reis também voltou a defender a criação de um Conselho Federal dos Jornalistas. Segundo ele, a categoria ainda enfrenta dificuldades para construir organismos nacionais capazes de fortalecer a representação profissional.

“Ainda hoje é bandeira de luta a criação do Conselho Federal dos Jornalistas”, afirmou.

Para o presidente do Sindijor-AM, a retomada do debate sobre o diploma precisa ser acompanhada por uma discussão mais ampla sobre formação profissional, ética, regulamentação e condições de trabalho.

Na avaliação de Reis, o jornalismo continua tendo papel estratégico na democracia e, justamente por isso, não pode ser tratado apenas como uma atividade aberta a qualquer pessoa que decida exercê-la sem preparação específica.

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O fim da exigência do diploma para o exercício do jornalismo voltou ao centro do debate após um caso envolvendo um suposto jornalista no Maranhão. A discussão foi abordada nesta quinta-feira (20/8), durante entrevista ao programa Onda News, pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Amazonas (Sindijor), Wilson Reis.

Ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2009, que derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, Reis afirmou que a retirada da exigência trouxe consequências negativas para a categoria.

Segundo o presidente do Sindijor-AM, a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa não deveriam ser confundidas com a ausência de critérios para o exercício profissional do jornalismo.

“Não basta acordar e resolver ser jornalista”, afirmou Wilson Reis ao defender que a atividade exige preparação e conhecimento técnico.

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Para Wilson Reis, a formação universitária não representa apenas uma exigência burocrática. Na avaliação dele, a graduação é fundamental para preparar o profissional para lidar com questões relacionadas à ética, responsabilidade e produção de informação.

“A questão da formação é necessária, do ponto de vista das instituições de ensino superior, porque se mostra necessária para refletir sobre aquilo em que nós vamos atuar no dia a dia, na realidade objetiva da sociedade”, declarou.

O sindicalista também destacou que o jornalista exerce uma função de interesse público, principalmente por atuar diretamente na produção de informações que ajudam a formar a opinião pública.

Segundo Reis, a atividade exige responsabilidade justamente porque as informações produzidas pelos profissionais podem influenciar decisões e debates na sociedade.


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Para Wilson Reis, a situação demonstra a importância de discutir novamente a regulamentação da profissão e os critérios necessários para que alguém seja reconhecido como jornalista profissional.

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