Manaus registrou 191 atendimentos hospitalares relacionados a acidentes de trânsito e outras ocorrências entre sábado (4) e domingo (5), segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM). Desse total, 139 casos envolveram motocicletas, o equivalente a cerca de 73% dos atendimentos.
No sábado, foram registrados 79 atendimentos, número que subiu para 112 no domingo. Além dos acidentes com motos, houve 15 ocorrências envolvendo carros, quatro atropelamentos e 33 atendimentos por outras causas.
O maior fluxo de pacientes foi registrado às 16h de sábado, com nove entradas em uma hora. No domingo, o pico ocorreu às 22h, quando 13 pessoas deram entrada nas unidades de saúde. O Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo concentrou o maior número de atendimentos, com 79 casos, seguido pelos hospitais João Lúcio e 28 de Agosto, com 38 atendimentos cada.
Comportamento no trânsito
Para o especialista em trânsito Rafael Cordeiro, o elevado número de acidentes está diretamente relacionado ao comportamento de risco dos condutores, principalmente dos motociclistas.
“É lamentável e preocupante a falta de educação de boa parte dos nossos condutores, especialmente os motociclistas. Muitos insistem em desobedecer as normas de circulação e a sinalização, e com isso acabam tendo um comportamento de risco que inevitavelmente contribui para a ocorrência dos sinistros.”
Segundo ele, o aumento da circulação de veículos durante as férias, datas festivas e eventos de grande mobilização também favorece o crescimento das ocorrências.
“Soma-se a isso o período festivo, de férias, e claro, o evento esportivo da Copa do Mundo envolvendo a seleção brasileira.”
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O especialista ressalta que os motociclistas figuram entre as principais vítimas porque estão mais expostos em caso de colisão. Para reduzir os acidentes, ele defende o reforço da fiscalização e ações permanentes de educação para o trânsito.
“A orientação é sempre a utilização da boa educação, do bom senso e do respeito. Não somente às normas de circulação e à sinalização, mas à vida. Precisamos priorizar e dar passagem à vida, para que não tenhamos um trânsito tão hostil nos fins de semana”, conclui.
