O governo federal investiga a possibilidade de uma ação organizada por trás dos incêndios florestais que atingem o Amazonas. Até o momento, as equipes responsáveis pelo combate ao fogo já registraram 120 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs), procedimentos utilizados para apurar possíveis crimes.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (14/10), durante entrevista coletiva em Manaus, pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. Segundo ele, há suspeitas de que os incêndios tenham sido provocados por ação humana, e as autoridades trabalham para identificar os responsáveis.
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Apurações envolvem Polícia Federal, PRF, Polícia Civil e Abin
As apurações envolvem as polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas, além da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O objetivo é verificar se existe uma organização por trás dos focos de incêndio, como ocorreu em episódios anteriores, a exemplo do chamado “Dia do Fogo”, em 2024.
Os responsáveis por provocar queimadas podem receber multas de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hectare, além de sofrer sanções administrativas e responder criminalmente.
Fumaça afeta Manaus e suspende aulas presenciais
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, 292 incêndios já foram extintos no estado desde o início da temporada, mas outros oito permanecem ativos.
A fumaça provocada pelas queimadas tem afetado a qualidade do ar em Manaus e levado à suspensão de aulas presenciais em instituições de ensino. O ministro afirmou que houve redução nos novos focos, mas alertou que o cenário ainda exige atenção.
