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No Amazonas, obras no Lote C da BR-319, devem começar ainda este ano

O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) planeja começar as obras no lote C da BR-319, no Amazonas, ainda este ano. Entretanto, a rodovia depende de duas licenças e não tem consórcio para pavimentar o trecho, após o contrato com a empresa ter sido rescindido.

Criada há 47 anos, a rodovia é a principal ligação terrestre do estado com o restante do país, e sofre com obras inacabadas e atoleiros há mais de 30 anos.

Segundo o diretor-geral do Dnit, Fabrício Galvão, um dos trechos que mais tem problemas, o Lote C, tem a licença para obra, no entanto, falta autorização para as áreas industriais de canteiro de obra e asfalto, que é concedido pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e foi que solicitado ao órgão.

O Dnit, além do mais, suspendeu o contrato com o consórcio Tecon-Ardo-RC, que realizaria a pavimentação do trecho, por inexecução do trabalho.

Apesar da falta de licenças e sem empresa para pavimentação, o diretor-geral do órgão acredita que as obras do Trecho C devem começar ainda em 2023.

“O trecho C, a gente talvez consiga ter obra esse ano, aproveitando esse verão porque o processo esta bem mais próximo”, afirmou Galvão.

O Dnit afirmou que vai consultar as demais licitantes por ordem de classificação na licitação, para iniciar um novo contrato de pavimentação e retomar as obras o mais rápido possível.

Asfaltamento por trechos

Durante 10 anos, a BR-319 cumpriu o seu papel de ligação da Amazônia ao resto do Brasil. No entanto, em 1988, a rodovia começou a apresentar problemas e por falta de manutenção, tornou-se praticamente intrafegável.

Com condições precárias, o asfalto sucumbiu à ação do tempo dando lugar a atoleiros e buracos, que dificultam e tornam perigosa a viagem de quem passa pelo local, em quase toda a sua extensão.

Devido o tamanho da rodovia, que possui 885,9 quilômetros de extensão e liga o Amazonas até Rondônia, os contratos e licitações para obras são celebrados, de acordo com o trecho da rodovia.

Atualmente, os trechos que mais apresentam problemas são chamado do “meio”, com 405 km de extensão, e o Lote C, que compreende 52 quilômetros da rodovia.

Além disso, a queda de duas pontes na BR-319, em 2022, marcou a longa listas de imbróglios da rodovia e expôs problemas antigos.

No fim de setembro de 2022, na região do Rio Curuçá, a ponte do local desabou e quatro pessoas morreram após a queda da estrutura. Dez dias depois, a estrutura sob o Rio Autaz Mirim, caiu poucas horas após ser interditada.

Os desabamentos deixaram parte da população do Amazonas isolada por terra e o acesso só poderia ser feito por meio fluvial ou aéreo. Uma das soluções encontrada foi utilizar uma balsa para realizar a travessia dos motoristas que passam pelo local.

Segundo o Dnit, a obra da ponte sobre o rio Curuçá deve iniciar até o final de junho deste ano. A obra da ponte sobre o rio Autaz-Mirim tem previsão de iniciar em julho.

Galvão afirma que não tem previsão do trecho do meio ser pavimentado neste ano. O órgão tenta conseguir a Licença de Instalação, um processo longo, que exige um mapeamento da fauna do local.

Segundo o Ibama, para conquistar a licença de instalação para o trecho do meio, o Dnit tem que apresentar estudos ambientais e o projeto executivo explicando onde serão as passagens de fauna, quais são as obras de drenagem para que não causem assoreamento dos rios e como serão feitas as ações de prevenção ao desmatamento ao longo da estrada.

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O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) planeja começar as obras no lote C da BR-319, no Amazonas, ainda este ano. Entretanto, a rodovia depende de duas licenças e não tem consórcio para pavimentar o trecho, após o contrato com a empresa ter sido rescindido.

Criada há 47 anos, a rodovia é a principal ligação terrestre do estado com o restante do país, e sofre com obras inacabadas e atoleiros há mais de 30 anos.

Segundo o diretor-geral do Dnit, Fabrício Galvão, um dos trechos que mais tem problemas, o Lote C, tem a licença para obra, no entanto, falta autorização para as áreas industriais de canteiro de obra e asfalto, que é concedido pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e foi que solicitado ao órgão.

O Dnit, além do mais, suspendeu o contrato com o consórcio Tecon-Ardo-RC, que realizaria a pavimentação do trecho, por inexecução do trabalho.

Apesar da falta de licenças e sem empresa para pavimentação, o diretor-geral do órgão acredita que as obras do Trecho C devem começar ainda em 2023.

“O trecho C, a gente talvez consiga ter obra esse ano, aproveitando esse verão porque o processo esta bem mais próximo”, afirmou Galvão.

O Dnit afirmou que vai consultar as demais licitantes por ordem de classificação na licitação, para iniciar um novo contrato de pavimentação e retomar as obras o mais rápido possível.

Asfaltamento por trechos

Durante 10 anos, a BR-319 cumpriu o seu papel de ligação da Amazônia ao resto do Brasil. No entanto, em 1988, a rodovia começou a apresentar problemas e por falta de manutenção, tornou-se praticamente intrafegável.

Com condições precárias, o asfalto sucumbiu à ação do tempo dando lugar a atoleiros e buracos, que dificultam e tornam perigosa a viagem de quem passa pelo local, em quase toda a sua extensão.

Devido o tamanho da rodovia, que possui 885,9 quilômetros de extensão e liga o Amazonas até Rondônia, os contratos e licitações para obras são celebrados, de acordo com o trecho da rodovia.

Atualmente, os trechos que mais apresentam problemas são chamado do “meio”, com 405 km de extensão, e o Lote C, que compreende 52 quilômetros da rodovia.

Além disso, a queda de duas pontes na BR-319, em 2022, marcou a longa listas de imbróglios da rodovia e expôs problemas antigos.

No fim de setembro de 2022, na região do Rio Curuçá, a ponte do local desabou e quatro pessoas morreram após a queda da estrutura. Dez dias depois, a estrutura sob o Rio Autaz Mirim, caiu poucas horas após ser interditada.

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