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Pesquisa da UFAM mapeia riquezas e oportunidades no interior do AM

Pesquisadores do Atlas ODS Amazônia, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), desenvolveram o Mapa de Potencialidades Territoriais para identificar riquezas e oportunidades em quatro municípios do Amazonas. Em entrevista ao Onda News, nesta sexta-feira (21/8), o coordenador técnico do Atlas ODS Amazônia, Danilo Egle, explicou que a proposta surgiu a partir de um acordo de cooperação técnica entre a empresa Eneva e o Instituto Acariquara.

O estudo busca identificar riquezas e oportunidades a partir do olhar de quem vive diariamente nos territórios. A iniciativa permitiu que os pesquisadores fossem aos municípios para entender quais são, na visão dos próprios moradores, as principais potencialidades existentes em cada localidade.

A pesquisa, desenvolvida ao longo de seis meses em parceria com o Instituto Acariquara, analisou quatro municípios do Amazonas: Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucará.

Conhecimento de quem vive no território

Segundo Danilo, o diferencial do levantamento está na tentativa de aproximar os dados científicos do conhecimento acumulado pelas comunidades.

A metodologia utiliza a chamada matriz de cinco capitais, considerando diferentes aspectos do território, como benfeitorias sociais, indústria, comércio e outras dimensões relacionadas ao desenvolvimento.

A pesquisa também parte de uma constatação: os chamados dados secundários nem sempre conseguem representar integralmente a realidade de uma comunidade.

Para ilustrar essa diferença, Danilo cita o conhecimento dos moradores que acompanham há décadas a dinâmica dos rios amazônicos.

Um morador que vive há 30, 40 ou 50 anos em determinada região pode identificar sinais de uma grande seca ou de uma cheia observando elementos da natureza. Esse conhecimento, embora não apareça necessariamente nas estatísticas oficiais, também representa uma forma de compreender o território.

Moradores ajudam a revelar novas oportunidades

O Mapa de Potencialidades Territoriais busca justamente registrar esse conhecimento local e colocá-lo ao lado das informações produzidas por levantamentos e indicadores oficiais.

A ideia é identificar aquilo que as pessoas consideram importante para o desenvolvimento de seus municípios e, ao mesmo tempo, verificar como essas percepções dialogam com os dados existentes.

Para Danilo, ouvir quem mora no território é fundamental para evitar uma análise limitada apenas aos indicadores tradicionais.

Além do mapa, os pesquisadores produziram quatro artigos científicos, sendo um dedicado a cada município estudado.


Saiba mais: 

De quem Cabo Daciolo pode “roubar” os votos no Amazonas?

Como as urnas chegam ao interior do Amazonas? TRE-AM inicia operação


Material será lançado em setembro

Os resultados da pesquisa serão reunidos em um livreto, que tem lançamento previsto para meados de setembro. A publicação foi produzida com recursos do acordo de cooperação técnica e deverá ser disponibilizada aos moradores dos municípios envolvidos e à sociedade civil do Amazonas.

A expectativa é que o material contribua para ampliar a compreensão sobre as características e oportunidades existentes no interior do Estado.

Mais do que apresentar números, o estudo pretende mostrar que o conhecimento sobre um território também está nas pessoas que vivem nele.

O mapa, dessa forma, reúne dados científicos e conhecimento comunitário para mostrar potencialidades que muitas vezes permanecem invisíveis nas estatísticas tradicionais.

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Pesquisadores do Atlas ODS Amazônia, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), desenvolveram o Mapa de Potencialidades Territoriais para identificar riquezas e oportunidades em quatro municípios do Amazonas. Em entrevista ao Onda News, nesta sexta-feira (21/8), o coordenador técnico do Atlas ODS Amazônia, Danilo Egle, explicou que a proposta surgiu a partir de um acordo de cooperação técnica entre a empresa Eneva e o Instituto Acariquara.

O estudo busca identificar riquezas e oportunidades a partir do olhar de quem vive diariamente nos territórios. A iniciativa permitiu que os pesquisadores fossem aos municípios para entender quais são, na visão dos próprios moradores, as principais potencialidades existentes em cada localidade.

A pesquisa, desenvolvida ao longo de seis meses em parceria com o Instituto Acariquara, analisou quatro municípios do Amazonas: Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucará.

Conhecimento de quem vive no território

Segundo Danilo, o diferencial do levantamento está na tentativa de aproximar os dados científicos do conhecimento acumulado pelas comunidades.

A metodologia utiliza a chamada matriz de cinco capitais, considerando diferentes aspectos do território, como benfeitorias sociais, indústria, comércio e outras dimensões relacionadas ao desenvolvimento.

A pesquisa também parte de uma constatação: os chamados dados secundários nem sempre conseguem representar integralmente a realidade de uma comunidade.

Para ilustrar essa diferença, Danilo cita o conhecimento dos moradores que acompanham há décadas a dinâmica dos rios amazônicos.

Um morador que vive há 30, 40 ou 50 anos em determinada região pode identificar sinais de uma grande seca ou de uma cheia observando elementos da natureza. Esse conhecimento, embora não apareça necessariamente nas estatísticas oficiais, também representa uma forma de compreender o território.

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A ideia é identificar aquilo que as pessoas consideram importante para o desenvolvimento de seus municípios e, ao mesmo tempo, verificar como essas percepções dialogam com os dados existentes.

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