Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Defesa de mãe e irmão de Djidja irão recorrer da pena por tráfico

Advogados de Cleusimar Cardoso, Ademar Cardoso e Verônica Seixas anunciam recurso contra sentença da Operação Mandrágora e apontam falhas na cadeia de custódia das provas periciais.

A defesa de Ademar Cardoso, Cleusimar Cardoso e Verônica Seixas informou que irá recorrer da sentença que os condenou, junto com outros quatro réus, no julgamento pela crime de tráfico de drogas relatado no curso da Operação Mandrágora, que apurou o fornecimento e a distribuição irregular de cetamina em Manaus. Em nota, os advogados afirmam haver fundamentos jurídicos que justificam a revisão da decisão pelo Tribunal.

Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto são mãe e irmão de Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido encontrada morta em maio de 2024. A condenação foi proferida pela juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante, da 3ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute), na quarta-feira (22).

Defesa questiona cadeia de custódia das provas

Em nota assinada pelos advogados Lenilson Ferreira e Juliano Negreiros, a defesa afirma respeitar as instituições e o Poder Judiciário, mas sustenta que a sentença não refletiu, segundo eles, a correta valoração das provas produzidas nos autos.

Segundo a nota, um parecer técnico elaborado sobre os elementos de prova da Operação Mandrágora apontou falhas na condução da investigação. Entre os pontos citados pela defesa está o descumprimento da cadeia formal de custódia de aparelhos celulares e equipamentos eletrônicos apreendidos, com ausência de termos individuais de lacração, registros fotográficos, documentos de abertura dos invólucros, identificação dos responsáveis pela guarda dos materiais e, em alguns casos, de laudos periciais correspondentes.

Defesa cita inconsistências em exames toxicológicos e de medicamentos

De acordo com a análise técnica apresentada pela defesa, os exames toxicológicos realizados durante a investigação também não tiveram registro formal da apresentação do material biológico, identificação da coleta, comprovação da lacração das amostras, registros fotográficos ou documentação sobre a cadeia de guarda entre a coleta e a realização das perícias.


Leia Mais:

Mãe e irmão de Djidja Cardoso são condenados por tráfico de cetamina

Caso Djidja: STJ nega pedido de liberdade à Cleusimar Cardoso


O mesmo parecer aponta inconsistências nos exames feitos nos medicamentos apreendidos, incluindo divergências sobre a forma de coleta e ausência de termos de lacração individual, registros fotográficos e documentação sobre a abertura dos invólucros. Para a defesa, essas falhas comprometem a confiabilidade dos elementos probatórios e serão levadas ao recurso de apelação.

Relembre a condenação

A sentença que condenou sete pessoas investigadas na Operação Mandrágora, desencadeada a partir da morte da ex-sinhazinha, aplicou penas que variam de 8 anos e 6 meses a 10 anos e 11 meses de prisão, conforme o grau de participação de cada réu. Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto foram condenados a 10 anos e 11 meses de reclusão em regime fechado. José Máximo Silva de Oliveira, identificado como veterinário, recebeu pena de 10 anos e 4 meses, também em regime fechado. Outros réus, entre eles Verônica da Costa Seixas, poderão recorrer em liberdade, mediante medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica. Ao todo, dez pessoas foram julgadas no processo, sete foram condenadas e três foram absolvidas.

A sentença foi proferida cerca de dez meses após a Justiça anular uma condenação anterior no mesmo processo, depois que o Ministério Público reconheceu falhas na condução do caso e pediu o retorno à primeira instância. A nova decisão foi emitida após a regularização das provas periciais.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A defesa de Ademar Cardoso, Cleusimar Cardoso e Verônica Seixas informou que irá recorrer da sentença que os condenou, junto com outros quatro réus, no julgamento pela crime de tráfico de drogas relatado no curso da Operação Mandrágora, que apurou o fornecimento e a distribuição irregular de cetamina em Manaus. Em nota, os advogados afirmam haver fundamentos jurídicos que justificam a revisão da decisão pelo Tribunal.

Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto são mãe e irmão de Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido encontrada morta em maio de 2024. A condenação foi proferida pela juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante, da 3ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute), na quarta-feira (22).

Defesa questiona cadeia de custódia das provas

Em nota assinada pelos advogados Lenilson Ferreira e Juliano Negreiros, a defesa afirma respeitar as instituições e o Poder Judiciário, mas sustenta que a sentença não refletiu, segundo eles, a correta valoração das provas produzidas nos autos.

Segundo a nota, um parecer técnico elaborado sobre os elementos de prova da Operação Mandrágora apontou falhas na condução da investigação. Entre os pontos citados pela defesa está o descumprimento da cadeia formal de custódia de aparelhos celulares e equipamentos eletrônicos apreendidos, com ausência de termos individuais de lacração, registros fotográficos, documentos de abertura dos invólucros, identificação dos responsáveis pela guarda dos materiais e, em alguns casos, de laudos periciais correspondentes.

Defesa cita inconsistências em exames toxicológicos e de medicamentos

De acordo com a análise técnica apresentada pela defesa, os exames toxicológicos realizados durante a investigação também não tiveram registro formal da apresentação do material biológico, identificação da coleta, comprovação da lacração das amostras, registros fotográficos ou documentação sobre a cadeia de guarda entre a coleta e a realização das perícias.


Leia Mais:

Mãe e irmão de Djidja Cardoso são condenados por tráfico de cetamina

Caso Djidja: STJ nega pedido de liberdade à Cleusimar Cardoso


O mesmo parecer aponta inconsistências nos exames feitos nos medicamentos apreendidos, incluindo divergências sobre a forma de coleta e ausência de termos de lacração individual, registros fotográficos e documentação sobre a abertura dos invólucros. Para a defesa, essas falhas comprometem a confiabilidade dos elementos probatórios e serão levadas ao recurso de apelação.

Relembre a condenação

A sentença que condenou sete pessoas investigadas na Operação Mandrágora, desencadeada a partir da morte da ex-sinhazinha, aplicou penas que variam de 8 anos e 6 meses a 10 anos e 11 meses de prisão, conforme o grau de participação de cada réu. Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto foram condenados a 10 anos e 11 meses de reclusão em regime fechado. José Máximo Silva de Oliveira, identificado como veterinário, recebeu pena de 10 anos e 4 meses, também em regime fechado. Outros réus, entre eles Verônica da Costa Seixas, poderão recorrer em liberdade, mediante medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica. Ao todo, dez pessoas foram julgadas no processo, sete foram condenadas e três foram absolvidas.

A sentença foi proferida cerca de dez meses após a Justiça anular uma condenação anterior no mesmo processo, depois que o Ministério Público reconheceu falhas na condução do caso e pediu o retorno à primeira instância. A nova decisão foi emitida após a regularização das provas periciais.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Suspeito de matar investigador do Denarc é morto em Itacoatiara

O caso do assassinato do investigador Luciano Carvalho de Sena, do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), pode ter chegado ao fim com a...

AtlasIntel: tanto Lula quanto Haddad aparecem à frente de Flávio Bolsonaro

A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º) amplia o debate sobre a sucessão presidencial de 2026 e apresenta um dado que vai além...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Fim da escala 6×1 avança, mas encontra novo desafio no Senado; entenda

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas...

Equipe de fiscalização do Ibama é atacada a tiros em Terra Indígena do Amazonas

Uma equipe formada por cinco fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi atacada durante uma ação de...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Membros do MDB saem em defesa de Vanda Witoto após charge com teor misógino

Uma charge envolvendo a líder indígena e pré-candidata à deputada federal Vanda Witoto provocou forte repercussão e críticas nas redes sociais nesta terça-feira (10/3)....

Jornalista é agredida por companheiro e sindicato relata falta de apoio policial

A jornalista Rosianne Cristina Couto da Silva foi agredida pelo companheiro Renato Silva de Suza e alega não ter recebido assistência da Polícia Militar...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Suspeito de matar investigador do Denarc é morto em Itacoatiara

O caso do assassinato do investigador Luciano Carvalho de Sena, do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), pode ter chegado ao fim com a...

AtlasIntel: tanto Lula quanto Haddad aparecem à frente de Flávio Bolsonaro

A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º) amplia o debate sobre a sucessão presidencial de 2026 e apresenta um dado que vai além...

Fim da escala 6×1 avança, mas encontra novo desafio no Senado; entenda

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas...

Equipe de fiscalização do Ibama é atacada a tiros em Terra Indígena do Amazonas

Uma equipe formada por cinco fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi atacada durante uma ação de...

Membros do MDB saem em defesa de Vanda Witoto após charge com teor misógino

Uma charge envolvendo a líder indígena e pré-candidata à deputada federal Vanda Witoto provocou forte repercussão e críticas nas redes sociais nesta terça-feira (10/3)....

Jornalista é agredida por companheiro e sindicato relata falta de apoio policial

A jornalista Rosianne Cristina Couto da Silva foi agredida pelo companheiro Renato Silva de Suza e alega não ter recebido assistência da Polícia Militar...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]